Desafio: segurar uma xícara com artrite

Xícaras são fatores de desmotivação matinal, esfriou em São Paulo, pedi na padaria um chocolate quente que foi entregue em uma xícara gigante e pesada, adocei, ensaiei mil formas de pegar a xícara mas, mesmo segurando com as duas mãos derrubava o leite. Chamei a garçonete e pedi que trocasse a xícara e colocasse o leite em um copo que não fosse pesado. Lá vem a garçonete com meu leite em um copo de “Milk Shake” igualmente pesado, nesse instante eu já estava bastante constrangida, então, pedi novamente “por favor, a senhora pode trocar para um copo leve ou um copo descartável”, a garçonete então fala, “não entendo porque você não pode tomar assim”, contei até 1000 e expliquei que eu tinha artrite, a garçonete soltou o famoso “nossa, mas a senhora não parece que tem nada”, sorri cretinamente e finalmente recebi um leite no copo “segurável”, mas o leite já estava frio, então, “por favor, pode esquentar meu leite”. Assim começou dia.

Uma pessoa sem mãos desastradas, doloridas, jamais será capaz de entender que apesar do rostinho lindo, trazemos dificuldade para coisas tão básicas como “segurar uma xícara”, é bastante elegante servir em xícaras, no entanto é muito constrangedor não conseguir segura-lá. Ou deixamos de tomar o leite ou temos que nos expor. #DigoSim por um mundo inclusivo!

Jornalista

Jornalista, motivada pelo diagnóstico de artrite reumatoide aos 26 anos, “Patient Advocacy”, Arthritis Consumer, presidente do Grupo EncontrAR, vice-presidente do Grupar-RP, idealizadora dos Blogueiros da Saúde, eterna mobilizadora social em prol da qualidade de vida das pessoas com doenças crônicas no Brasil.

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Jornalista Grupar EncontrAR

Jornalista, motivada pelo diagnóstico de artrite reumatoide aos 26 anos, “Patient Advocacy”, Arthritis Consumer, presidente do Grupo EncontrAR, vice-presidente do Grupar-RP, idealizadora dos Blogueiros da Saúde, eterna mobilizadora social em prol da qualidade de vida das pessoas com doenças crônicas no Brasil.

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3 Comentários

  1. Meu primeiro diagnóstico foi AR, depois LES, fenomeno de renauld em seguida Esclerose multipla, tenho receio dos próximos e da frase “é raro acontecer” pois sempre estou inclusa!
    Luto Todos os dias, porém a dor é contante e incessante, estou com atrofiamento no joelho esquerdo e na mão esquerda, meu lado esquerdo está sendo mais afetado. Estou no primeiro semestre de rituximab e continuo com micofenolato de mofetila e outros 7.espero ansiosa pelos bons resultados!!

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