Convivo com psoríase desde os 14 anos. Aos 26, após o nascimento do meu filho, começaram as dores nas articulações. Passei por muitos médicos e recebi diagnósticos absurdos. Um deles chegou a dizer: “Vamos interná-la e retirar alguns pedaços para fazer biópsias. Você deve ter um tumor em algum lugar.”
Entrei em desespero. Em um momento de profundo sofrimento, abri a porta do carro no meio da estrada e quase perdi a vida.
Fiz tudo o que me orientavam e tudo o que encontrava sobre possíveis tratamentos. Dormia com lama de Peruíbe espalhada pelo corpo, tomava homeopatia de poucos em poucos minutos, comprava livros e buscava respostas que nunca chegavam. O que veio, na verdade, foi ansiedade, depressão e síndrome do pânico.
Foram muitos anos passando por diversos especialistas. Cheguei, inclusive, a consultar o David Uip, que foi quem percebeu que meu caso deveria ser acompanhado por um reumatologista. A partir daí, iniciei uma longa jornada com diferentes especialistas até conseguir o tratamento adequado.
Sempre fui uma pessoa persistente. Não desisto com facilidade.
Quando meu filho tinha 12 anos, ele recebeu o diagnóstico de melanoma em grau 2. Naquele momento, eu desabei. Fiquei revoltada, questionei Deus e me perguntei por que tanto sofrimento, principalmente porque já havia perdido minha mãe para o câncer.
Felizmente, meu filho se recuperou. Pouco tempo depois, porém, fui eu quem recebeu o diagnóstico de câncer de útero.
Enfrentei tudo o que era necessário: quimioterapia, transfusões de sangue, radioterapia e braquiterapia. Durante o tratamento, sofri uma lesão intestinal causada por um erro médico. O atendimento que recebi no A.C.Camargo Cancer Center foi fundamental para salvar minha vida, mas até hoje convivo com enterite actínica, consequência da radioterapia.
Apesar de tudo, nunca desisti.
Continuo fazendo meu tratamento, terapia, dança e musculação. Também cuido da alimentação, porque acredito que somos, em grande parte, aquilo que consumimos.
Enquanto houver vida, haverá esperança. Acredito que todos estamos aqui por um propósito e que cada um tem uma missão.
A minha é amar, proteger e cuidar dos animais. Como bibliotecária, também acredito no poder transformador da leitura. Por meio da contação de histórias para crianças, procuro despertar nelas o hábito de ler, porque acredito que é por meio da educação que podemos transformar o mundo.
Meu nome é Kell Gerulis @raquelgerulis, tenho 66 anos, convivo com o diagnóstico de artrite reumatoide, artrite psoriásica, fibromialgia, osteoporose e câncer. Sou bibliotecária e moro espondilite anquilosante e fibromialgia há dois anos, sou cozinheira e moro em Ibiúna, São Paulo.
“Dor Compartilhada é Dor Diminuída”, entenda que ao escrever praticamos uma autoterapia e sua história pode ajudar alguém a viver melhor com a doença!
É simples, preencha o formulário no link https://forms.gle/BdGhzv1pQj58MiVv9
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