Comecei a sentir as dores da artrite reumatoide em 2022. No início, achei que fosse consequência do uso excessivo do computador, já que a dor estava concentrada em um ombro e eu estava finalizando meu Trabalho de Conclusão de Residência na área de Medicina Veterinária. Na época, eu tinha 26 anos.
Com o tempo, percebi que, mesmo usando anti-inflamatórios (AINES), a dor não cessava. Pelo contrário, estava piorando e começando a atingir outras articulações. Como eu praticava atividades físicas regularmente, atribuía os desconfortos a isso e acabava ignorando os sinais.
À medida que os meses passaram, além das dores, comecei a ter inchaço nos pés, mãos e joelhos, além de dor na mandíbula e no pescoço. Passei a usar constantemente compressas de água quente e fria para tentar aliviar, além de fazer uso frequente de anti-inflamatórios sem prescrição — mas nada resolvia.
Fiquei muito assustada. Eu sabia que havia algo errado. Meu namorado chegou a pensar que poderia ser algo psicológico, mas o inchaço visível ajudava a comprovar tudo o que eu estava sentindo.
Procurei atendimento na unidade básica de saúde. A médica solicitou exames e prescreveu alguns medicamentos. Os resultados mostraram alterações importantes, e fui encaminhada para a fila do SUS. No entanto, mesmo após seis meses de espera, ainda não havia conseguido atendimento com um especialista.
Nesse período, meu quadro piorou muito. As dores eram tão intensas que eu não conseguia levantar da cama, ir ao banheiro, realizar atividades simples da casa, me alimentar ou cuidar dos meus animais de estimação. Cheguei a um ponto em que meu namorado precisava me carregar no colo para me ajudar.
Desesperada, busquei atendimento com um médico particular. Foi quando iniciei o tratamento com metotrexato, prednisona e ácido fólico. Novos exames confirmaram o diagnóstico de artrite reumatoide soropositiva. Em seguida, fui encaminhada a um reumatologista, que solicitou mais exames e entrou com pedido ao SUS para um medicamento de alto custo: a leflunomida.
Foi com o início da leflunomida que minha vida começou a mudar. Aos poucos, estou conseguindo reduzir o uso da prednisona — que me fez ganhar 8 quilos — e retomar a prática de atividades físicas, algo que precisei interromper enquanto a doença estava ativa.
Hoje, sigo retomando minha rotina gradualmente. Como todo paciente com artrite reumatoide, ainda tenho medo das crises de dor e sonho com a remissão. Mas aprendi a viver um dia de cada vez.
Meu nome é Rubia Koch @rubiakbonin, tenho 28 anos, convivo com o diagnóstico de artrite reumatoide desde os 26 anos, sou Técnica em Vigilância Sanitária e moro em Timbó, Santa Catarina.
“Dor Compartilhada é Dor Diminuída”, entenda que ao escrever praticamos uma autoterapia e sua história pode ajudar alguém a viver melhor com a doença!
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