Aumenta a incidência de Doença Inflamatória Intestinal no Brasil

Com cada vez mais frequência, pacientes nos procuram com queixas de dor abdominal e diarreia crônica, inclusive noturna, com ou sem sangramento, perda de peso e anorexia. Essas sintomas podem estar relacionados com a Doença Inflamatória Intestinal (DII), que engloba um grupo de enfermidades cuja causa não está completamente esclarecida. Nesse grupo destacamos a Retocolite Ulcerativa (RCU) e a doença de Crohn (DC), que também podem ter manifestações extra intestinais em 30% dos portadores, e incluem artralgia/artrite, aftas orais, lesões de pele (eritema nodoso, pioderma gangrenoso), lesões oculares (episclerite, uveíte), lesões articulares (sacroiliíte, espondilite anquilosante) entre outras.

A patogênese da Doença Inflamatória Intestinal não está completamente compreendida. Fatores genéticos e ambientais como a modificação das bactérias luminais e o aumento da permeabilidade intestinal, representam um papel importante na má regulação da imunidade intestinal. Tradicionalmente, a Retocolite e a Doença de Crohn eram mais comuns em países desenvolvidos. Essa situação mudou e um número cada vez maior de pacientes têm sido diagnosticados em países em desenvolvimento, incluindo o Brasil. O que explica essa incidência é a “hipótese da higiene”: pessoas menos expostas a infecções na infância ou condições anti-higiênicas, perdem microrganismos potencialmente “amigáveis” ou organismos que promovem o desenvolvimento das células T regulatórias, ou não desenvolvem um repertório imune suficiente porque não tiveram contato com organismos agressivos. Outras hipóteses incluem mudanças para uma dieta e estilo de vida ocidentais, incluindo medicamentos e vacinas.

O diagnóstico da Doença Inflamatória Intestinal é frequentemente retardado pelo desconhecimento de suas principais manifestações clínicas. Exames complementares auxiliam no diagnóstico, dentre os quais se destacam: exames  laboratoriais (hemograma completo, provas de atividade inflamatória como proteína C reativa – PCR, calprotectina fecal, velocidade de hemossedimentação – VHS); enterografia por tomografia computadorizada ou por ressonância nuclear magnética; endoscopia digestiva alta; enteroscopia; cápsula endoscópica; retossigmoidoscopia; colonoscopia e o exame anatomopatológico (biópsia), que auxilia na exclusão de outras causas de inflamação no intestino.

Os principais fármacos usados no tratamento da DII são aminossalicilatos, corticoides, imunossupressores e a terapia biológica. Em alguns pacientes há necessidade de tratamento cirúrgico.

Fonte: http://www.ccrgestaodecomunicacao.com.br/index.php/2018/03/15/aumenta-incidencia-de-doenca-inflamatoria-intestinal-no-brasil/

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