A percepção da finitude de que sempre quis fazer tudo o que pudesse, apesar da dor

Após diagnóstico de artrite reumatoide há 31 anos, posso afirmar algumas coisas sobre esta experiência ” Não sou mais a mesma pessoa, ou quem planejei ser. Tudo mudou, ou tomou o caminho que a artrite permitiu. Alguém dentro de mim morreu e abriu espaço para um outro ser, um ser muito mais sensível e determinado.

Aprendi a dar valor à vida e às pessoas. Descobri que força é metade da gente e metade do invisível. Batizei este invisível de Deus e exercito sua presença por meio da mais pura fé – mas é quando esta fé vacila que o invisível se mostra irremediavelmente visível, como que me lembrando que minha fé é uma questão pessoal, mas que a parte da força que eu não vejo independe do que eu pense ou deixe de pensar.

Está lá e pronto. A vontade de viver sempre foi soberana. A percepção da finitude de que sempre quis fazer tudo o que pudesse, apesar da dor, me fez planejar menos e me atirar de cabeça no meu dia, na minha semana, no meu mês e muitas vezes, nas poucas horas onde a dor era suportável.

Tudo tem sido vivido e sentido da melhor maneira de modo que o dormir permanente somente venha tomar-me depois da apoteose da vida. Nos últimos 9 meses, algo está sendo gestado, vivo a impotência do feto, mas estou tomada pela força da mãe divina que carrega meu ser adoecido.

Escuto a voz doce desta mãe dizendo no silêncio da minha dor: ” A cortina não fechou! É uma mudança na sua vida, mudança esta que precisava acontecer, que a vida vinha tentando te mostrar o caminho das mudanças que guardava para você, já havia anos, e você (ah! você, tão discreta com a dor da alma) não a via de jeito nenhum, tamanha vontade de vencer sem precisar mexer nas feridas que precisam ser revistas de verdade.

Pois bem, a mãe divina engravidou-se de mim de novo “agora esta filha vai reconfigurar seu DNA e vai mudar para melhor, na marra se precisar, porque a mãe divina sabe o que será melhor para ela”. E vai dar-me um novo enxoval e novos irmãos para unirem-se aos velhos e verdadeiros que ficaram. “Darei-lhe uma tarde a mais em forma de iluminação, como pensamento, como ideia, como criação e como um arranjo da vida para fazê-la florescer um pouco mais.”

A doença me mudou sim, agora sou alguém que escuta a voz da vida, alta e nítida. Nasce uma relação neste momento, é a relação com a fé, uma relação de entrega e de certezas, se algo realmente mudou foi o entendimento de que o verdadeiro conforto é um estado de Espírito. Os exames dizem que estou exponencialmente mais doente do que há 31 anos. Já a intuição me diz que nunca estive tão viva.

“Dor Compartilhada é Dor Diminuída”, conte a sua história e entenda que ao escrever praticamos uma autoterapia e sua história pode ajudar alguém a viver melhor com a doença!

É simples, preencha o formulário no link http://ow.ly/gGra50nFGJp

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