A dor na Espondilite Anquilosante

A dor é parte integrante de nossas vidas. Ela tem a função de proteger a integridade física do indivíduo.

Contudo, ela pode ser incontrolável e, assim, capaz de comprometer a qualidade de vida, como ocorre com as pessoas que convivem com Espondilite Anquilosante.

Por ser um sintoma complexo, individual e subjetivo, ela envolve aspectos sensitivos, emocionais e culturais que só podem ser compartilhados a partir do relato de quem a sente.

Esta abordagem psicológica esclarece esses fatores da seguinte forma:

  • Os indivíduos relativamente inativos são especialmente vulneráveis à experiência dolorosa; não têm mais com o que ocupar a atenção, a não ser concentrar-se na sua dor e condição física;
  • A experiência de dor pode aumentar a quantidade de emoções, elevando o nível de ansiedade, tornando esses indivíduos mais nervosos e possibilitando um maior agravamento da dor;
  • Os comportamentos de dor são manifestados por queixas verbalizadas aos profissionais de saúde, suas lamentações, andar rígido, do esfregar da área dolorida e tensão muscular, são sintomas comportamentais comuns aos pacientes com espondilite anquilosante.

O pensamento é um dos fatores psicológicos a influenciar a dor e, frequentemente, é uma fonte geradora de estresse. Os indivíduos mais vulneráveis encaram com dificuldade os eventos que podem desenvolver a resposta da dor; muitas vezes, o estresse ocorre em conjunto com a dor crônica, de modo que ele pode agravar a intensidade da dor e esta, por outro lado, criar estresse.

Uma intervenção, de acordo com um paradigma cognitivo, nos auxilia a ter a compreensão do comportamento humano, seja ele em situações de patologias ou não. O que não podemos esquecer é a premissa básica de que afeto e comportamento são determinados pelo modo como o indivíduo estrutura o mundo, que parte da sua história de reforçamento.

Em muitas das situações, as doenças reumáticas, em especial a espondilite anquilosante, conduzem a um estado de vulnerabilidade dos indivíduos e das suas redes de suporte, provocando desequilíbrios e dificuldades na adaptação à nova realidade. O processo de mudança social implícito desorganiza toda a vida dos indivíduos, implicando a modificação do seu esquema de integração social, obrigando a reequacionar projetos, a reorganizar estratégias de vida e a modificar estilos vivenciais.

Neste sentido, o papel do psicólogo na equipe de reumatologia tem como meta auxiliar os pacientes em alguns aspectos importantes:

  • Avaliar as necessidades e criar recursos em nível emocional, elaborando um plano de intervenção que venha a dar resposta a essas necessidades do paciente;
  • Ajudar não só no alívio dos sintomas, mas também no manejo do estresse, ajudando o paciente com espondilite anquilosante a ter uma percepção do controle da sua doença em termos de autocontrole da dor;
  • Estabelecer um suporte emocional no doente de forma securizante, criando uma relação terapêutica na qual o sujeito possa verbalizar suas ansiedades, dificuldades e conflitos, permitindo uma melhor aceitação e adaptação à doença;
  • Ajudar a ultrapassar as disfunções psicológicas individuais e familiares provocadas pela patologia – impacto da doença no doente e na família.Fonte:Manual do Portador de Espondilite Anquilosante da Edumed

Jornalista
Jornalista, motivada pelo diagnóstico de artrite reumatoide aos 26 anos, “Patient Advocacy”, Arthritis Consumer, presidente do Grupo EncontrAR, vice-presidente do Grupar-RP, idealizadora dos Blogueiros da Saúde, eterna mobilizadora social em prol da qualidade de vida das pessoas com doenças crônicas no Brasil.
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Jornalista Grupar EncontrAR
Jornalista, motivada pelo diagnóstico de artrite reumatoide aos 26 anos, “Patient Advocacy”, Arthritis Consumer, presidente do Grupo EncontrAR, vice-presidente do Grupar-RP, idealizadora dos Blogueiros da Saúde, eterna mobilizadora social em prol da qualidade de vida das pessoas com doenças crônicas no Brasil.
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