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Sem remédio na rede pública, pacientes com lúpus precisam pagar para não interromper tratamento

Os pacientes com lúpus, que precisam tomar uma medicação específica, reclamam da falta do remédio na rede pública de saúde. A caixa de azatioprina com 50 comprimidos custa quase R$ 200 e não dura nem um mês. Quem não tem condições de comprar o medicamento está preocupado em ter que interromper o tratamento.

A estudante Emily Fernandes faz o tratamento há cinco anos e agora está tendo que pagar pela medicação. “Minha preocupação é o lúpus reativar de novo, eu ter que voltar para o hospital, fazer o tratamento do zero porque só sabe dos problemas, só quem tem a doença”.

O médico reumatologista Danilo Garcia Ruiz explica que interromper o tratamento é muito perigoso. “O corpo passa a atacar o próprio corpo. É uma desregulação do sistema imunológico. Um rim que não for adequadamente tratado, que não for bem controlado com medicações, pode evoluir para insuficiência, até para diálise e em último caso, pode ser fatal, se não tratado adequadamente”.

A Emily está se preparando para ir a Goiás tentar conseguir o remédio pelo SUS porque não tem mais condições de pagar por ele. A resposta quem encontrou na Secretaria de Saúde é a mesma desde janeiro. “Ligo quase todos os dias perguntando, a única coisa que eles falam é que a medicação não chegou e nem tem previsão”.

A Secretaria Estadual da Saúde informou que já realizou o processo de compra do medicamento e a entrega deve ser feita nos próximos dias.

Fonte: G1 Globo

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