O risco da automedicação que disfarça a doença

Sabe-se que cerca de metade dos pacientes com artrite reumatoide se vê obrigada a cessar a atividade profissional nos primeiros dez anos após aparecimento dos primeiros sinais da doença. Por outro lado, há doentes que, perante um quadro de dor intensa que se arrasta por semanas ou meses, opta por se automedicar, tomando analgésicos que só vão “disfarçar” a dor e que nada fazem para controlar a doença.

De acordo com o reumatologista José Canas da Silva, é necessário que se criem estruturas que permitam que os cidadãos estejam consciencializados para os principais sintomas e para importância de procurar o médico precocemente.

“A visibilidade destas doenças passa pela definição de uma estratégia que permita a literacia da população, uma referenciação precoce para a especialidade, a instituição de terapêuticas modificadoras e um seguimento feito por uma equipa multidisciplinar. Só assim se consegue a visibilidade suficiente para que os reumatologistas sejam distribuídos pelas regiões nacionais onde realmente carecem, bem como a melhoria das infraestruturas já existentes”, frisa o médico.

“O não reconhecimento pela sociedade do impacto desta doença pode colocar em causa a implementação de estratégias para o seu diagnóstico e tratamento precoce”, conclui.

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