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Dor crônica: o que é e como tratar

37% dos brasileiros convivem com ela e pode ser especialmente debilitante para homens, que geralmente acompanham estereótipos tóxicos típicos do machismo estrutural

A dor atinge todos os indivíduos sem restrição de idade, raça, sexo ou classe social, mas existem diferenças essenciais em como a experimentamos. A educação patriarcal e estruturalmente machista disse durante décadas aos homens que eles deveriam ser fortes, não demonstrar e muito menos sucumbir à dor. “Sentir dor é um processo natural, mas permanecer com ela não é normal. Quando ignorada, pode causar danos físicos e mentais”, alerta a psicóloga Paola Palatucci, especialista em dor pelo Hospital Israelita Albert Einstein e pela Sociedade Brasileira para Estudo da Dor.

Existem basicamente dois tipos de dor: as agudas, que geralmente aparecem de repente, em um local e com causa específica – como uma lesão, doença ou um trauma –, duram de uma semana a 15 dias e são tratadas com medicamentos; e as crônicas, que podem ser consideradas a doença em si, ocorrem em qualquer parte do corpo, duram a partir de três meses (podendo persistir por anos) e podem ir e vir, aparentemente sem causa. O segundo tipo faz parte do cotidiano de 37% dos brasileiros, de acordo com um estudo da Sociedade Brasileira para Estudo da Dor. Os homens não só são relutantes em procurar ajuda médica frente às suas dores crônicas, como tendem a minimizá-las.

Um dos primeiros empecilhos para se tratar a dor crônica é o diagnóstico. “Se o paciente sente dor no joelho ou na coluna, vai ao ortopedista; se sente dor de cabeça, vai ao neurologista e assim por diante”, explica o reumatologista Fábio Jennings. E, por vezes, problemas mais sistêmicos ficam ocultos. “É muito comum que esse tipo de dor venha acompanhada – ou até seja causada – por problemas metabólicos, de sono, nutricionais, alteração de humor… todos esses fatores sistêmicos ajudam a explicar a cronificação de uma dor”, completa o médico.

A dor é aprendida

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