Após decisão compartilhada e vacina programada, fui vacinada contra febre amarela

Minha experiência com a programação segura para a vacina contra a febre amarela

Sou diagnosticada, com artrite reumatoide desde junho de 2006, atualmente em remissão da doença e faço uso do medicamento biológico – tocilizumabe (Actemra). A cidade onde eu moro, Itaquaquecetuba, está localizada na região do Alto Tietê (Grande SP), não estamos oficialmente no radar das áreas de riscos para febre amarela. No entanto, com uma agenda institucional que requer diversas viagens ao longo do ano e o trânsito frequente pela cidade de São Paulo, influenciaram a avaliação da “necessidade vacinal”. Consultei o meu médico, Dr. Thiago Bitar e compartilhamos a decisão da programação da vacina contra febre amarela, baseada na segurança do meu quadro clínico atual e no risco x benefícios.

Seguindo as orientações médicas, que incluíram a suspensão temporária do medicamento biológico por 4 semanas, realizei a última dose no dia 2 de janeiro e à partir de 3 de fevereiro poderia tomar a vacina. Fui atendida em uma unidade básica de saúde e recebi a dose fracionada da vacina contra febre amarela, sem enfrentar nenhuma barreira de acesso e passo a contar 4 semanas, para recomeçar a aplicação do biológico. No período em que estou sem biológico, não tive ocorrência de dores, rigidez e nenhum dos sintomas da artrite.

Recebi a vacina da febre amarela no dia 9 de fevereiro de 2018, a vacinação foi super tranquila, é uma injeção indolor, não tive nenhum tipo de efeito colateral. Voltei a tomar o medicamento biológico após o dia 19 de março e também, não tive nenhum efeito colateral, ou seja, a vacina contra febre amarela planejada é segura.

A contraindicação da vacina da febre amarela não está ligada a doença reumática e sim ao estado de imunossupressão causado pelos medicamentos utilizados no tratamento e a atividade da doença. Ambas as situações não podem ser avaliadas pelo paciente, esse é um tipo de risco x benefícios que devem ser considerados pelo médico reumatologista e a decisão deve ser compartilhada entre o médico e o paciente.

📍Não tome a vacina da febre amarela, sem conversar e compartilhar essa decisão com o seu reumatologista, antes de ir ao consultório, verifique se o local onde você mora e trabalha, está na região de riscos para a doença. A melhor forma de saber isso é perguntando no posto de saúde ou na Secretaria Municipal de Saúde.

Confira a lista dos municípios dos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia que estão realizando a campanha com a dose fracionada, para consultar click em: http://portalarquivos2.saude.gov.br/images/pdf/2018/janeiro/19/municipios-fracionamento-febre-amarela.pdf

A Sociedade Brasileira de Reumatologia, em parceria com as Sociedades Brasileiras de Imunização (Sbim), de Infectologia (SBI) e de Medicina Tropical (SBMT), disponibilizam uma nota técnica para os médicos sobre a vacinação contra Febre Amarela (VFA) em pacientes com doenças reumáticas imunomediadas. O seu médico pode consulta-la, no site da SBR, link: https://www.reumatologia.org.br/downloads/pdf/nota-sociedades-vacina%C3%A7%C3%A3o-febre-amarela-2018.pdf

Aqui no BlogAR temos uma publicação de orientação para pacientes, para acessar click em: http://artritereumatoide.blog.br/febre-amarela-e-vacinacao-em-pacientes-reumaticos/

📍📍Lembre-se que, pacientes apesar do mesmo diagnóstico e tipo de tratamento, possuem necessidades individualizadas, consulte e compartilhe sempre as melhores decisões com o seu médico.

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