Aquela frase “aceita que doí menos” nunca fez tanto sentido para mim!

Me lembro até hoje, meu marido e eu estávamos nos arrumando,  seriamos padrinhos de casamento.  Começou aquela dor insuportável na virilha, parecia que tinha sido atropelada, mas não houve queda nenhuma. Essa dor passou mas com o passar dos dias comecei a sentir dor nas mãos, um dedo indicador ficou todo edemaciado, passava no ortopedista e ele perguntava se não havia febre e eu não tinha.  Até que depois de passar em vários ortopedistas e sem resposta um resolveu me encaminhar para o reumatologista.

De início achava que era lúpus pois as doenças reumáticas são na verdade um leque e muito confusas por isso que a queixa do paciente e o estudo clínico é importantíssimo. Daí depois de diagnosticada , comecei tomar medicamentos. Me animava, a dor passava e logo depois de 3/5 meses me dava reação daí eu tinha que parar e começar do zero.  Tomei corticoides por 9 anos, engordei 22 quilos. Agora graças a Deus a artrite reumatoide está controlada, tomo o certolizumabe e estou sem corticoides desde maio do ano passado.

Porém foi no ano passado que eu fui obrigada a entender realmente o que era artrite reumatoide e o estrago que ela faz. Estou afastada do meu trabalho desde agosto de 2017, começou com erisipela, (Benzetacil de 20/20 dias ) depois  psoríase, e quando tudo estava se equilibrando a Reumato me encaminhou para o ortopedista que eu já vinha reclamando há tempos. Saía do plantão com joelho inchado e dores terríveis no quadril, e aí que vem aquela frase ” aceita que doí menos “. Enfim vou fazer artroplastia total de quadril direito dia 19 de janeiro, mais para frente farei no quadril esquerdo e por fim no joelho esquerdo.

Se eu disser que não estou apreensiva estarei mentindo mas estou muito feliz por poder resolver nem que seja em parte né. Vamo que vamo!  Agora realmente tive que bater de frente com a artrite reumatoide, não tive para onde fugir rsrs.

Espero sentir menos dores, pois meu marido e meu filho de 6 anos tem até medo de eu cair e me socorrem quando me desequilibro. Tem coisas na vida da gente que não se entende apenas tem de passar, agradeço a Deus o apoio pois acredito que isso tem um significado em 80% na vida de quem sofre com alguma doença autoimune.

Me chamo Fernanda Nogueira Dantas, tenho tenho 38 anos, convivo com a artrite reumatoide há 9 anos, sou técnica em enfermagem, Moro em Atibaia – SP.

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