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Devemos viver um dia de cada vez, e chorar muito, permitir se liberar através do choro!

Sempre falo que nasci com a dor, quando era mais jovens tinha dores pelo corpo, mas fazia muita atividade física,  era mais nova, com o passar do tempo piorou, fazia muita massagem, drenagem, quiropraxia, fazia consulta com ortopedista, e ele  falava que era emocional.

Fui em outro que me mandou fazer fisioterapia e alongamento, e segui sempre com a dor, atacou ouvido, olho,  e sempre remédio para dor, nada para prevenir, até que tive um pequeno acidente, e fizeram uma ressonância do crânio até a lombar, depois de um tempo fiz uma cirurgia, ortoplastia, coloquei prótese  C1, C2,C3, C4,C5, e seguindo com tratamento adquiri síndrome do carpo e síndrome do desfiladeiro.

Depois de 6 anos sofrendo, fazendo cirurgia, fisioterapia todo dia, hidroterapia, nada mudava… eu estava cada vez pior, remédio para dor já no limite, hoje estou tratando da tuberculose latente, é o pior tratamento que existe, os sintomas são muito agressivos, preciso tratar isso para começar a infusão.

Nesses anos fui em 7 ortopedista, 3 psiquiatras, psicólogo, tudo para saber se minha dor era real, minha coluna está toda atingida, durante as minhas crises eu choro, grito, fico enrijecida, o corpo se contrai, tomo remédios fortes e  nada resolve , quando a dor aparece perdemos a noção e o raciocínio.

Também tenho fibromialgia, sinto vontade de desistir, por um fim nessas dores. Hoje os remédios não tiram mais a dor, cada dia que passa me sinto pior, e com mais dificuldade, não é nada fácil, mas tenho que seguir, uma das minhas filhas sempre me ajuda nas crises massageando, confesso que é uma doença que invade nosso cérebro, fazendo com que não raciocinamos, tenho ouvido atingido, olho, intestino… tudo por conta da doença.

Eu só peço a Deus, que a morte não me encontre um dia solitário, sem ter feito o que eu queria…

Devemos viver um dia de cada vez, e chorar muito, permitir se liberar através do choro, e não contar sobre a dor para quem não entende.

Meu nome é Simone, tenho 51 anos, convivo com o diagnóstico de AR a 2 anos, sou Professora e moro em Cuiabá-MT.

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