Pacientes reumatológicas podem engravidar?

Planejamento é essencial

Sim! Mas o planejamento da gestação é muito importante para a saúde da mãe e do bebê

No Encontro Nacional de Pacientes Reumáticos e Familiares, que aconteceu em 3 de setembro, no Rio de Janeiro, Dr. Guilherme de Jesus, médico ginecologista, elucidou as principais dúvidas sobre a gestação dentro do contexto das doenças reumatológicas. Confira.

Planejamento é essencial

O médico destacou a importância do planejamento e de se evitar engravidar enquanto a doença estiver em atividade. “Neste caso, é um pouco complicado, pois nem todas as medicações podem ser usadas na gestação. Sendo assim, temos de realizar trocas medicamentosas para evitar riscos de má formação do bebê”, pontuou.

O médico alertou que nem todas as gestações com doenças reumatológicas são iguais e que isso vai depender da doença, das medicações e da idade da paciente. “Independentemente da doença reumatológica, a paciente acima de 35 anos possui maior risco na gravidez”, explicou.

O que pode acontecer durante a gestação?

Uma das maiores preocupações das pacientes é como vai ser a gestação. De acordo com Dr. Guilherme, isso pode variar de pessoa para pessoa. “Isso é muito relativo e depende do histórico da paciente. No geral, pode haver piora da doença reumatológica, complicações como pressão alta ou não acontecer nada, com uma gestação 100% normal”.

O médico destacou que nas pacientes com lúpus pode acontecer ativação da doença, enquanto naquelas com artrite reumatoide, geralmente, há melhora do quadro durante a gestação. O tratamento é feito em parceria com o médico reumatologista e o ginecologista obstetra.

“O pré-natal é de suma importância para detectar precocemente as complicações”, destacou. Além disso, o ginecologista pontuou que nas pacientes com doenças reumatológicas o parto não precisar ser obrigatoriamente cesariana.

E depois do parto?

Há muitas preocupações de que a doença possa passar para o bebê ou afetá-lo de alguma forma. “Os pais podem ficar despreocupados, pois dificilmente a criança terá uma doença autoimune. Somente 2% dos bebês acabam tendo doenças autoimunes em geral”, tranquilizou.

Palestra proferida durante o Encontro Nacional para Pacientes Reumáticos e Familiares – SBR2018
XXXV Congresso Brasileiro de Reumatologia

Comentários
if (d.getElementById(id)) {return;} js = d.createElement(s); js.id = id; js.src = "https://connect.facebook.net/en_US/sdk.js"; fjs.parentNode.insertBefore(js, fjs); }(document, 'script', 'facebook-jssdk'));
%d blogueiros gostam disto: