Estudos comprovam Artrite Reumatoide deixa homens e mulheres mais pobres

Pesquisa australiana revela o empobrecimento da pessoa com artrite reumatoide, com impactos sobre sua renda, saúde global e escolaridade. Evidenciando necessidade de políticas públicas efetivas.

Um estudo realizado com 4.000 adultos australiano, diagnosticados com Artrite Reumatoide, concluiu que as mulheres com artrite tiveram uma queda de 51% sobre seus rendimentos, sofrendo maior impacto socioeconômicos, enquanto os homens apresentaram o impacto de 22% sobre o padrão socioeconômico.

Este estudo aponta a realidade da pessoa que convive com Artrite Reumatoide e o impacto do alto custo de vida, os indicadores no Brasil, podem ainda ser maiores, uma vez que os brasileiros com artrite, mantém intensa dificuldade de acesso ao trabalho.

O estudo australiano indicou 87% de propensão da paciente artrítica feminina cair em “pobreza multidimensional”, que inclui perdas sobre a renda, saúde e níveis de escolaridade, enquanto que o risco associado à artrite nos homens foi de 29%.

“Com o envelhecimento da população que ocorre na maioria dos países desenvolvidos em todo o mundo, as condições de saúde, como artrite vai se tornar cada vez mais comum. A pessoa com artrite em atividade ou mal gerenciada, pode sofrer um impacto tão pronunciado sobre o risco de cair na pobreza, devendo isso ser bandeira de advocacy para os formuladores de políticas públicas”, disse o Dr. Emily Callander, autor principal da pesquisa desenvolvida pela da Universidade de Sydney e publicada na Revista Arthritis & Rheumatology.

No Brasil vivemos importantes dificuldades de acesso ao trabalho, aos benefícios previdenciários e sociais, aos estudos e ao tratamento médico tanto medicamentoso quanto multidisciplinar. Todos esses fatores juntos, fazem crescer as dificuldades diárias socioeconômicas que afligem a vida da pessoa que convive com artrite reumatoide no Brasil.

Quando pensamos em políticas públicas logo remetemos ao SUS que fornece atendimento e medicamentos, no entanto, para que o nível socioeconômico, das pessoas que convivem com artrite no Brasil possam prosperar, precisamos de políticas públicas efetivas e integradas, pois para o completo bem-estar, é necessário ter os direitos fundamentais garantidos, com acesso à educação, reabilitação profissional, trabalho e direitos assistenciais, sem distinção e com igualdade. Uma reflexão para todos os pacientes, é preciso exigir dos governantes muito mais que medicamentos, pois somente as famílias que convivem com uma doença crônica sabem o quanto custa ser paciente no Brasil.

Estudo:  Emily J. Callander, et al. Arthritis and the risk of falling into poverty: A survival analysis using Australian data. Arthritis & Rheumatology, 2015. DOI: 10.1002/art.39277

Jornalista

Jornalista, motivada pelo diagnóstico de artrite reumatoide aos 26 anos, “Patient Advocacy”, Arthritis Consumer, presidente do Grupo EncontrAR, vice-presidente do Grupar-RP, idealizadora dos Blogueiros da Saúde, eterna mobilizadora social em prol da qualidade de vida das pessoas com doenças crônicas no Brasil.

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Jornalista Grupar EncontrAR

Jornalista, motivada pelo diagnóstico de artrite reumatoide aos 26 anos, “Patient Advocacy”, Arthritis Consumer, presidente do Grupo EncontrAR, vice-presidente do Grupar-RP, idealizadora dos Blogueiros da Saúde, eterna mobilizadora social em prol da qualidade de vida das pessoas com doenças crônicas no Brasil.

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