Era forte e jovem, achei que ficaria bem

Meu nome é Anderson e tenho 28 anos e convivo com AR desde os 22 anos. Foi tudo muito rápido, simplesmente dormir e acordei com dores nos cotovelos. Até então associei a minha rotina que era muito corrida, afinal eu fazia faculdade, trabalhava e aos fins de semana eu trabalhava para pagar a bolsa da faculdade. O primeiro diagnóstico dado por um ortopedista foi excesso de ácido úrico, mas a esta altura eu já sentia dores pelo corpo todo. Passei em apenas três consultas com uma reumatologista do SUS, muita atenciosa por sinal, mas como estas consultas me tomavam quase o dia, e me prejudicava no trabalho, pois, ainda era estagiário.

Minha família e eu já conhecíamos AR há algum tempo, já que minha mãe enfrentava este mal a pelo menos 10 anos. Porém custei a acreditar que isto poderia estar acontecendo comigo, eu era muito jovem, forte e passava pela minha cabeça que logo eu ficaria bem. Enfim, antes mesmo de ter um diagnóstico correto, eu me automediquei. Afinal eram apenas as dores e com um anti-inflamatório quase que diariamente, eu poderia fazer minhas atividades normalmente.

Mas meu pesadelo começou quando tive minhas primeiras crises e ai pude ver a agressividade desta doença. Minhas mãos, pés e joelhos inchavam demais e as dores tomavam quase todas as articulações ao mesmo tempo. Foi minha primeira barreira, pois a AR começou a influenciar no trabalho e nos estudos. Já se passavam aproximadamente dois anos e quando fui efetivado no trabalho, passei a ter direito a um convênio e logo procurei um reumatologista, mas em três meses a base de Profenid e Cortisona enfrentei minha primeira crise de pancreatite aguda. Foi quando também tive a oportunidade de conhecer minha atual reumatologista.

Encurtando a história, passei quase dois anos tendo crises de pancreatite e a causa ainda era desconhecida. Neste tempo fiquei sem tratamento para AR e em 2011 mais uma vez fui negligente ao praticamente abandonar o tratamento por conta de trabalho e por estar me sentindo melhor.

E no início de 2012, estava com graves lesões nos joelhos e limitações nos punhos e mãos e teve início a pior crise de todas. Tive então que me afastar do emprego e enfrentei junto com a AR uma dificuldade financeira, já que para o INSS eu estava apto para o trabalho, mas mal conseguia levantar da cama. Mas Deus colocou amigos e familiares que me apoiaram de várias formas e minha médica empenhada em manter um tratamento adequado. Atualmente eu tenho tido uma boa resposta ao MTX e iniciei há dois meses uma medicação biológica.

Com a graça de Deus iniciei minhas atividades em uma empresa que entende minhas limitações e apostou em minha experiência profissional. Sinto-me otimista e esperançoso quanto a restituição da minha qualidade de vida e conhecer o Grupo Encontrar me trouxe um novo ânimo e motivação para enfrentar esta luta até o fim. Coloco-me a disposição de todos para servi-los assim como também tenho sido servido por vocês.

Um grande abraço.

Não morrerei, mas viverei; e contarei as obras do SENHOR. 
Salmos 118:17

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Jornalista
Jornalista, motivada pelo diagnóstico de artrite reumatoide aos 26 anos, “Patient Advocacy”, Arthritis Consumer, presidente do Grupo EncontrAR, vice-presidente do Grupar-RP, idealizadora dos Blogueiros da Saúde, eterna mobilizadora social em prol da qualidade de vida das pessoas com doenças crônicas no Brasil.
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Jornalista, motivada pelo diagnóstico de artrite reumatoide aos 26 anos, “Patient Advocacy”, Arthritis Consumer, presidente do Grupo EncontrAR, vice-presidente do Grupar-RP, idealizadora dos Blogueiros da Saúde, eterna mobilizadora social em prol da qualidade de vida das pessoas com doenças crônicas no Brasil.
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14 Comentários

    • Welber, o Anderson teve várias pericias negadas, usando todos os recursos possíveis, restava apenas a justiça federal especial, porém, ele conseguiu um emprego especial na vaga PCD.

    • Sim Welder, apenas a primeira perícia que fiz no começo do ano foi aprovada, as demais foram negadas. A questão é que por ser formado e já registrado com cargos que teoricamente me permitem trabalhar, o INSS nega, mas eles não levam em conta que a pessoa precisa chegar ao local e no meu caso minha dificuldade é por conta das lesões nos joelhos. Mas enfim, tudo dá certo no final. Abraço

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