Ana Carla

Olá , meu nome é Ana Carla, tenho 14 anos e fui diagnosticada com AR juvenil aos meus 12 anos de idade. Eu era bailarina quando comecei a sentir fortes dores no joelho e o mesmo ficava muito inchado e avermelhado. A princípio minha mãe achou que era frescura de adolescente e que podia ser apenas uma dor muscular devido ao esforço do ballet. A dor persistia e minha professora de ballet notou a minha queda no desenvolvimento na dança em relação a turma e resolveu pedir para minha mãe procurar um ortopedista para me avaliar. O ortopedista disse que não sabia o que eu tinha. Minha mãe entrou em desespero total!! Desde então começou o mundo girar bem mais rápido do que eu podia suportar. Meu dedo do pé começou a inchar muito também. Na escola as notas caíram e perdi todos os amigos… Estava afinal sozinha?!
Então um médico ortopedista infantil me avaliou e antes mesmo de pedir mais exames do que já havia feito, falou que eu deveria procurar uma reumatologista porque o que eu tenho é AR juvenil. Minha mãe ficou muito brava!! Xingou o médico e me levou embora!
Eu estava muito confusa, sem ninguém para conversar, sem ninguém para falar o que eu tinha de fato, com muitas dores e muitos exames… Me cortava durante o banho e chorava todas as noites, isso me aliviava um pouco. Havia perdido a fé em Deus.
Uns 3 meses se passaram e meu diagnóstico estava pronto, realmente o que eu tenho é AR juvenil. Não sabia o que era direito, nem tive a vontade de pesquisar, pois estava  com muito medo. A médica me explicou o que era e que não tem cura, apenas tratamento, eu fiquei muito chateada, perguntando a mim mesma o que havia feito de errado para ter isso…
Minha mãe me mudou de escola, a escola que estou agora me fortaleceu muito! Grandes amizades se formaram e minha fé em Deus foi restabelecida. Agora  me considero uma garota feliz 🙂 … Apesar das limitações, dos preconceitos, dos remédios e exames controlados, eu consigo ver o lado positivo de tudo! Afinal, não posso lutar contra mim mesma… Essa sou eu, eu tenho que me aceitar assim, porque se não, quem irá me aceitar?!
Me alegra muito deixar meus amigos felizes, sempre gosto de sorrir mesmo quando estou com dor.
A vida pode ter me negado vários sonhos, várias oportunidades, mas ela não me negou o dom de ser feliz .
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