Cadê o remédio que estava ali?

Tudo começou com a falta de um paracetamol aqui, uma nimesulida ali, e a situação foi se agravando nas farmácias comuns do SUS de todo país. Foi então que as farmácias de alto custo também começaram a demonstrar os primeiros sintomas dessa crise que hoje atinge todo o território nacional.

Medicamentos de alto custo onde uma injeção ou caixa de remédio custa em torno de R$400,00 à R$10.000,00 reais, faz com que o paciente entre em desespero e fique totalmente desamparado pois o SUS é o único meio disponível para se ter acesso ao tratamento. Em qualquer rede social ou grupo de apoio à pacientes, é possível notar a grande quantidade de pacientes insatisfeitos e com seus tratamentos interrompidos, pacientes esses que muitas vezes estavam com suas doenças em remissão e agora começam a sentir os efeitos da falta do medicamento no seu corpo, as dores retornando, nervos a flor da pele com essa incerteza e falta de informação, pois a unica informação que é dada é de que não tem previsão o retorno do abastecimento de medicamentos.

Agora fica o medo e a duvida sobre as consequências que essas interrupções de tratamentos irão gerar para os pacientes e o SUS, pois haverá muito mais pessoas com dores, debilitadas, necessitando de mais médicos, mais remédios, mais exames para analisar a atividade da doença, entre outros serviços, uma bola de neve sem fim que só faz sofrer o paciente que contribuiu sua vida inteira muitas vezes e hoje não tem o retorno dos seus impostos para seu beneficio e necessidade.

Muitos grupos de apoio a pacientes, inclusive nós, fizemos um apelo às pessoas que possuam essas medicações sobrando ou que não precisem mais, para que façam a doação do medicamento, principalmente Leflunomida e metotrexato, amenizando um pouco a dor e o sofrimento dessas pessoas que estão dependendo no momento de ajuda e apoio.

Via: Dayane Ferreira

Social Media
Social media manager, digital influencer, blogueira, youtuber e redatora, ativista em saúde motivada pelo diagnóstico de artrite reumatoide há 7 anos, patient advocacy, mobilizadora social em prol da qualidade de vida das pessoas com doenças crônicas no Brasil.
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1 Comentário

  1. Hoje ,12/01/16 recebi o TOCILIZUMABE na Farmácia da 4a Coordenadoria de Saúde/Santa Maria/RS.O tratamento está comprometido , pois as infusões devem ser realizadas uma por mês.O tratamento iniciou em 05/09/15 e não recebi o medicamento em outubro nem em dezembro.Farei a infusão no HUSM dia 14/01/16. Há dois meses não recebo o LEFLUNOMIDA .Hoje não havia chegado na Farmácia. Minha situação não está pior porque ganhei Leflunomida de uma médica em dezembro.Hoje recebi uma doação de pessoa de SP ,em que paguei as despesas de envio via Correios. Espero que as dispensações dos medicamentos sejam normalizadas e todos nós tenhamos qualidade de vida melhor.

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