Vivendo apesar dor

Minha história com as dores horríveis nas articulações iniciaram quando eu era apenas uma criança, os médicos falavam, que era por conta do crescimento e iria passar. Sendo que ao longo da minha vida passei por vários problemas de saúde, que quase me levaram a morte, e sei bem que se hoje estou viva, é por um milagre.

Aos 13 anos começaram as crises mais intensas; eu gritava e chorava muito, de tanto que doíam minhas articulações e ossos, tanto dos membros inferiores quanto posteriores. Desde então, a busca por respostas do porque eu sentia essas dores, foi persistente. Eu tentava viver a vida o mais “normal” possível, mesmo sabendo que por dentro as dores me prejudicavam não só fisicamente, mas psicologicamente também.

Como é algo que está dentro e por vezes aparentemente não é perceptível que você não está bem, e também por conta da minha idade, a barreira gerada pelo preconceito também é uma realidade. A forma como te olham, por você não conseguir fazer coisas que pra todo mundo é “normal”, achando que você está fazendo “corpo mole” é horrível.

Assim vivi 10 anos da minha vida, com crises horrorosas e incapacitantes, muitas lágrimas, idas e vindas a hospitais, diagnósticos inconclusivos, com a falta de empatia de algumas pessoas, e esperando até conseguir um especialista no Sistema Único de Saúde. Mas também vivi lutando pra não deixar a dor ser mais forte, sempre grata a Deus por tudo, por cada pessoa que me ajudou em todo processo até o diagnóstico, inclusive meus familiares.

Eu sei que sem Deus eu nada seria e tenho certeza que não teria conseguido realizar várias coisas, apesar de tanto sofrimento e tanta dor. A minha reação enquanto ao diagnóstico de A.R foi uma mistura de alívio e choque, alívio por ter descoberto o que era e por conta dos tratamentos, choque pois receber o diagnóstico de uma doença incurável não é nada bom.

Hoje continuo lutando, iniciei o tratamento com o MTX, ácido fólico, vitamina D e a Predinisona em novembro do ano passado, não tem sido fácil por conta das reações que já me deixaram bem mal, mas as dores e os inchaços diminuíram bastante e em dezembro fiquei quase sem dor alguma acredito que por conta da Prednisona, mas tomei ela somente no período prescrito pela reumato, continuo tomando o MTX e o ácido fólico e alguma dores voltaram não como antes, mas voltaram, sigo lutando e confiando sempre em Deus.❤

Confie em Deus, em Naum 1:7 diz: “O Senhor é Bom, uma Fortaleza no dia da angústia e conhece os que confiam nele.” Você é bem mais do que a dor que você sente. Não desista, você é capaz e incrível.

Meu nome é Dariene Miranda, tenho 22 anos, convivo com a Artrite Reumatoide a 10 anos, sou professora e moro em Santarém – PA.

Dor Compartilhada é Dor Diminuída”, conte a sua história e entenda que ao escrever praticamos uma autoterapia e sua história pode ajudar alguém a viver melhor com a doença!⠀

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