Depoimentos

Um dia de cada vez

Aos 28 anos quando tive meu filho caçula, aos 6 meses de nascido, comecei com muitas dores no corpo todo, ao ponto de não conseguir segurar meu bebê. Visitas a vários médicos sem diagnóstico conclusivo. Chegou- se até a suspeita de depressão pôs parto.

Com várias medicações para dor, fui me adaptando a situação, quando tinha dor tomava analgésicos ou inflamatórios e com melhora no quadro, voltei a vida quase ativa.

Mas aos 34 anos em um momento de esforço devido ao trabalho, senti uma dor insuportável no tornozelo, como se tivesse pisado em um prego. Dali pra cá, foram medicamentos e exames, onde foi constatado uma necrose no talux, visitas a vários médicos, em várias cidades procurando um tratamento. Com as tensões a mudança da rotina, veio a depressão, as dores pelo corpo ainda eram presentes.

Fiz uma cirurgia (mosaicoplastia) onde é retirada de um pedaço do osso do joelho para cobrir a parte morta do tornozelo. Passado alguns meses com outro exame foi constatado necrose no tornozelo direito, mas me recusei a outra cirurgia, o pós-operatório é horrível e não foi 100% de melhora. Nesse período usei muletas durante 2 anos, até que tive tendinite no ombro por causa do esforço, passado mais um tempo tive neuropatia no braço direito, devido a inflamação também.

O diagnóstico para reumatismo doença articular nunca foi dado no exame de sangue, mas as dores nas articulações, e com o passar dos anos encontrei uma reumatologista (Dra. Jamilla) que conseguiu me avaliar clinicamente e com experiência, entrando com a medicação para reumatismo e fibromialgia.

Hoje aos 47 anos ainda faço tratamento, mas consigo conviver melhor com as dores. Sim as dores não passaram 100% tem dias que são insuportáveis, por que além do reumatismo, tem a fibromialgia que é atacada pelo emocional. E como não atacar o emocional se sua vida ativa muda muito.

Busquem sempre  ter muita paciência, ajuda familiar, psicológica, psiquiátrica, amigos e principalmente Deus!

Meu nome é Márcia, tenho 47 anos, convivo há 5 anos com a Artrite Reumatoide, sou Repositora de mercado e moro em Muriaé-MG.

“Dor Compartilhada é Dor Diminuída”, conte a sua história e entenda que ao escrever praticamos uma autoterapia e sua história pode ajudar alguém a viver melhor com a doença!

É simples, preencha o formulário no link https://www.surveymonkey.com/r/depoimentoBlogAR

Doe a sua história!❤

#Depoimento

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