Tudo passa… Até a dor

 

Olá, sou a Viviane Melo, tenho AR a 25 anos, descobri a AR ainda menina com 6 anos, após várias idas e vindas a ortopedistas, tirando água dos joelhos, imobilizando e nada de melhorar, até que minha mãe encontrou um médico que desconfiou que era ARJ, me encaminhou para a Santa Casa de Misericórdia de SP na estação Santa Cecília do metrô. Lá conheci uma equipe médica muito carinhosa, me tratavam muito bem, começou então minha peregrinação em médicos, exames, fisioterapia, alergias, efeitos colaterais, enfim, tudo que a AR e ARJ pode trazer para quem tem.

Sempre convivi muito bem com a AR, mesmo na minha infância, brincava normalmente, claro que com as limitações que a AR traz para nós, tinha meus altos e baixos. Nunca me apoiei no fato de ter uma doença séria para conseguir qualquer coisa que fosse, comecei a trabalhar aos 14 anos, sempre fui muito dedicada e esforçada no que faço, mas nem sempre a AR nos ajuda nesse ponto, as pessoas ao nosso redor não entendem quando dizemos que estamos com dor, por que para muitos, estar com dor ou doente, precisamos estar numa cama ou sem conseguir nos locomover, mas enfim, seguimos adiante, apesar dos preconceitos que enfrentamos, muitas vezes esse nos deprime (outra faceta da AR), mas como já disse são altos e baixos, que driblamos aqui e ali e seguimos em frente.

Consegui casar, levar uma vida relativamente normal, com limitações, mas para mim, normal, que é o que interessa, sou formada em Recursos Humanos e Pós Graduada em Administração, hoje não estou aguentando trabalhar fora, pois não consigo ficar muito tempo de pé ou sentada e as empresas ainda não entendem um funcionário assim, então decidi trabalhar de forma autônoma em casa, assim faço meu horário e se não conseguir trabalhar num determinado dia, faço no seguinte ou quando melhorar para fazer. Hoje estou em busca de um sonho, a gravidez, já é minha terceira tentativa, mas ainda não consegui, chegando no limite das minhas forças, mas se não for pra ser, não será, confio em Deus e se for para ser mãe do coração, que assim seja! Força para todos com a AR, tudo passa, até a dor.

Dor Compartilhada é Dor Diminuída“, conte a sua história e entenda que ao escrever praticamos uma autoterapia e sua história pode ajudar alguém a viver melhor com a doença!

“Conte a sua História”

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