TPM ou transtorno disfórico pré-menstrual? Entenda as diferenças.

Todo mundo conhece alguma mulher que já tenha sofrido com um sintoma da TPM ou que ao menos diz sofrer. Ao mesmo tempo, também deve conhecer pessoas que insistem em dizer que a TPM não passa de uma frescura.

Mas o que poucos sabem é que é uma doença que acomete de 20% a 40% das mulheres na semana que antecede o ciclo menstrual e impacta na saúde física da mulher se manifestando por meio de inchaços, dores de cabeça e cansaço, além das famosas cólicas.

Além disso, ainda há uma versão mais “potente” da TPM, conhecida como Transtorno Disfórico Pré-Menstrual (TDPM) que, segundo o Dr. Neury José Botega, professor titular do Departamento de Psicologia Médica e Psiquiatria da Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Estadual de Campinas, não deve ser concebido como condição normal da natureza feminina e que pode se enquadrar na categoria diagnosticada no grupo dos transtornos depressivos. A ênfase não está nos desconfortos somáticos da TPM, mas nos sintomas de natureza psíquica.

Confira abaixo os sintomas de cada uma e como tratar:

TPM 

Possui sintomas mais físicos como desconfortos, cansaço, sensação de inchaço, dor nas mamas e abdômen e dores de cabeça, além de emoções à flor da pele e irritabilidade moderada. Apesar de interferir no dia a dia da mulher durante o ciclo, pode ser aliviada com alterações na dieta e com a prática de exercícios físicos.

Além disso, a contracepção contínua pode ser administrada com o ginecologista, para interromper a menstruação e, consequentemente eliminar a TPM.

TDPM 

Já o transtorno Disfórico pré-menstrual age de forma mais grave, sendo considerado uma doença do grupo dos transtornos depressivos. Cerca de 8% das mulheres sofrem com o distúrbio, que não deve ser tratado com uma condição natural, pois pode incapacitar a mulher de suas funções normais todos os meses. Ao contrário da TPM, nesse caso é necessário tratamento psicoterápico para dissolver os sintomas.

Fonte: Assessoria de Imprensa

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