Estudo publicado no JAMA Medicina Interna comprova mais uma vez que a tradicional forma de exercícios chinesa é o ideal para evitarmos quedas e fraturas, principalmente em indivíduos com idade mais avançada e com osteoporose.

Classes de balanço e movimento com técnicas do Tai Chi foram mais eficazes para prevenir quedas que exercícios convencionais de academia ou apenas alongamentos.

A pesquisa envolveu 670 participantes com 70 anos de idade ou mais, que haviam sofrido queda no ano anterior ou que apresentavam redução de mobilidade de qualquer natureza.

Por sorteio, todos foram alocados em 3 grupos: o primeiro recebeu técnicas do Tai Chi em duas aulas semanais com 1 hora de duração cada, o segundo fez exercícios ditos multimodais (balanço, atividade aeróbica, força e ) ou apenas alongamentos (grupo 3, considerado controle).

Após 6 meses observou-se 152 quedas no grupo que fez Tai Chi, 218 no grupo de exercícios e 363 no grupo com alongamentos. O grupo com Tai Chi teve 31% menos quedas que o grupo praticante de exercícios, técnicas utilizadas normalmente nas clínicas de fisioterapia ou em academias por todo o Brasil.

E ainda outras vantagens: praticar o Tai Chi não requer equipamentos, amplos espaços ou custo extra além do professor para as classes iniciais.

Fonte: JAMA. 2018;320(24):2521.

Texto: Dr Von Muhlen

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Dr. Carlos Von Mühlen Possui graduação em Medicina pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (1978), mestrado em Medicina: Ciências Médicas pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (1985) e doutorado em Medicina na Rheinisch-Westfälische Technische Hochschule/Aachen, Alemanha (1987). Pós-Doutorado no The Scripps Research Institute em La Jolla, Califórnia (EUA, 1992-1994). Tem larga experiência na área clínica e em medicina laboratorial, com título de especialista em Reumatologia (Conselho Federal de Medicina), Patologia Clínica (Sociedade Brasileira de Patologia Clínica/Medicina Laboratorial) e Medicina do Trabalho (FUNDACENTRO, Brasília). Durante 21 anos foi professor na Faculdade de Medicina da Pontifícia Universidade Católica do RS, onde chegou ao cargo de Professor Titular de Reumatologia e Medicina Interna. Também atuou por 6 anos como Professor Visitante do Curso de Pós-Graduação em Medicina, no Hospital de Clínicas de Porto Alegre, Faculdade de Medicina da UFRGS, como responsável pelas disciplinas de Imunologia Básica e Imunologia Clínica. Foi Presidente do Grupo de Pacientes Artríticos de Porto Alegre, GRUPAL (RS) entre 2004 e 2010, primeiro grupo de auto-ajuda para pacientes reumáticos fundado no Brasil (1984), atualmente com título de Filantropia Federal. Atuou como Diretor da Unidade de Pesquisa Clínica em Reumatologia por mais de 11 anos no Hospital São Lucas da PUCRS. Foi Diretor Técnico do METANALYSIS Centro de Diagnósticos Médicos e da RHEUMA Clínica de Doenças Reumáticas entre 1984 e 2013, além de Diretor Técnico da GMK Diagnósticos entre 1989 e 2012. Presidente da SOBRAU – Sociedade Brasileira de Autoimunidade, gestão 2012/2017. Tem centenas de publicações científicas e é ativo palestrante no Brasil e no exterior, com capítulos nos mais importantes livros-texto de Reumatologia e Imunologia, principalmente nas áreas de clínica de artrites e reumatismos, doenças autoimunes, determinação de autoanticorpos e biomarcadores, incluindo metabolismo ósseo e osteoporose.

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