Saiba mais sobre rizartrose, a artrose do polegar

Quando o assunto é rizartrose – atrose ou osteoartrose que atinge a articulação da base do polegar – o principal sintoma é a dor que agrava com a realização de atividades mais potentes ou repetitivas. A intensidade varia de acordo com a gravidade da doença. Alguns sentem dificuldades em escrever ou tocar instrumentos musicais, utilizar tesoura, abrir uma garrafa ou frasco, entre outras. Nesta fase, normalmente há tolerância à dor e as pessoas acometidas com o problema desenvolvem mecanismos de adaptação ao seu grau de incapacidade.

O ortopedista e traumatologista Joaquim Reichmann, explica que nos casos mais graves, a dor pode surgir em repouso, associada à fraqueza, limitação da mobilidade e deformidade da base do polegar (alargamento visível da base do dedo que pode evoluir para uma deformidade global, resultando no formato zigzag).

Segundo o médico, a causa da rizartrose geralmente é desconhecida, mas a articulação tem grande predisposição para desgaste precoce isolado ou associado com a osteoartrose em outras articulações. A patologia afeta com mais frequência as mulheres, especialmente as com idade superior a quarenta anos.

O diagnóstico é feito por meio da história e o exame clínico. O raio x é importante para confirmar o problema, avaliar a gravidade e fazer o tratamento. O problema pode agravar progressivamente e a solução definitiva é a cirurgia. Porém, há casos em que a doença evolui lentamente, os sintomas são escassos e as pessoas desenvolvem formas de adaptação que lhes permite controlar a doença apenas com recurso ao tratamento conservador.

O tratamento depende dos sintomas apresentados, porém inicialmente deve ser conservador com aplicação de gelo local, uso de antinflamatórios e alteração da rotina de atividades, visando evitar movimentos que desencadeiam os sintomas. A imobilização do polegar com uma tala ou ortose proporciona suporte e repouso à base do polegar, podendo ser essencial no alívio dos sintomas. O sucesso dependerá do estágio da doença, da gravidade dos sintomas e da prática de atividades laborais específicas. Quando o tratamento conservador não é efetivo, a cirurgia pode ser indicada.

Fonte: Chapecó Online

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