Respeitar as próprias limitações é fundamental!

Acredito também, na importância da informação, mas ter em mente que cada caso é único, e que nem todas as matérias vistas, principalmente na internet, se aplicam ao meu, ao seu caso ou de quem você conheça.

Meu nome e Sandra Leibholz, sou bancária e moro em São Paulo. Desde os meus 20 anos sempre senti dores na região da coluna lombar. Lembro como se fosse hoje, eu fazendo a primeira faxina na minha casa nova. Eu tinha acabado de me casar, e depois de tudo limpo, cheiroso e perfeito, parei para descansar e aí não consegui mais me mexer!

Não consegui levantar! Uma dor terrível na coluna lombar! O meu marido, Marcelo, precisou me levar para o hospital no colo. Não tinha sido carregada no colo quando nos casamos, mas ele precisou fazê-lo depois (risos). Essa foi a minha primeira crise!

Mas até então no hospital, tudo não passou de uma lombalgia diagnosticada pelo ortopedista. Isso aconteceu no ano de 2001. Os anos foram passando e eu sempre senti dores na região lombar, mas nunca dei muita importância afinal, metade da população ou mais sentem dores na coluna e eu era apenas mais uma.

Não podia passar pano na casa, ficar muito tempo de pé lavando louça ou sentada, pois sentia muitas dores e às vezes até ficava “travada” sem poder andar. E mais uma vez os ortopedistas diziam: Você tem lombalgia! Mas como o tempo passa “rápido”, e a idade vai chegando eu comecei a sentir além das dores lombares, dores no joelho direito o que levou um diagnóstico de condromalacia patelar.

Outra coisa que não me deixava, eram as inflamações oculares e conjuntivite. Mais de uma ou duas vezes por ano lá estava eu no pronto atendimento oftalmológico, já que eu não fazia nenhum acompanhado com nenhum médico oftalmologista. Em 2017, comecei a sentir em níveis diferentes, por toda a extensão das minhas duas pernas muitas dores.

Uma dor generalizada nos “ossos”. Meu sono perdeu a qualidade , pois as dores se intensificavam a noite. Acordava de madrugada para tomar analgésico, pois a dor era muito forte. De manhã, acordava para trabalhar sem conseguir andar, me apoiando nas paredes me arrastando literalmente. Mas eu achava que era a minha coluna e dizia: – “Preciso trocar o colchão!” – Os dias foram passando e as dores só aumentando.

Durante todos estes anos muitas foram as minhas idas e vindas ao hospital e ortopedistas. Cansada de tomar remédios e nada adiantar, procurei um clínico geral, pois não sabia o que poderia ser. Ele falou que eu tinha que procurar um médico vascular, pois o meu caso era de má circulação. Fui ao vascular, fiz todos os exames necessários e ele disse que estava tudo normal e que eu deveria procurar um ortopedista especialista em coluna. E lá fui eu mais uma vez para o ortopedista!

Com o passar dos dias a dor evoluiu tornando-se contínua e, às vezes, insuportável. Fiz vários exames: desde ultrassom , ressonância, eletroneuromiografia, etc. Descobri que eu tinha problemas no quadril, coluna lombar , além do joelho. Por fim, o ortopedista me disse que eu deveria procurar um reumatologista, pois o meu problema estava nas articulações sacroilíacas e ele poderia me ajudar.

Em maio de 2018 comecei a passar com o reumatologista. Contei toda a minha história e ele me pediu uma bateria de exames de imagem e de sangue. As dores continuaram e agora eu já estava com o meu joelho esquerdo comprometido e os meus dois calcanhares. Muitos analgésicos , anti-inflamatórios e corticoides.

Pensei que não iria suportar!

Passaram-se exatos 7 meses para que o reumatologista pudesse me dar o diagnóstico de Espondilite Anquilosante, também conhecida como E.A. Eu sei que o meu diagnóstico é recente e que ainda estou no nível inicial do tratamento. Sei que o caminho a percorrer é longo e que uma postura positiva, de auto aceitação, procurando o apoio de familiares e amigos, é de fundamental importância.

Respeitar as próprias limitações é fundamental!! Acredito também na importância da informação, mas ter em mente que cada caso é único, e que nem todas as matérias vistas, principalmente na internet, se aplicam ao meu, ao seu caso ou de quem você conheça.

No início, pode ser um pouco traumático ler e ouvir os relatos de quem tem E.A. Mas não podemos desanimar e nem perder a fé. Nunca desanimar e ter a certeza de que tudo vai dar certo no final.

“Dor Compartilhada é Dor Diminuída”, conte a sua história e entenda que ao escrever praticamos uma autoterapia e sua história pode ajudar alguém a viver melhor com a doença!

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