Depoimentos

Paciência, amor e fé!!

Tudo começou quando eu tinha 13 anos, me lembro de ficar muito doente, ir em inúmeros médicos, de várias especialidades e sem sucesso, não descobriam qual era a patologia. Exames atrás de exames, tinha muita febre, manchas na pele, muitos processos inflamatórios, gânglios linfáticos aumentados que surgiam nas axilas, pescoço e virilha, que chegavam ao tamanho de um ovo.

Assim passaram-se dois anos!! Isso mesmo dois anos doente, hospital, exames, febre. Eram várias suposições desde lupos, leucemia até alergia a alimentação. Até que um dos médicos, amigo da família indicou um reumatologista em outra cidade. Foi muito difícil conseguir uma consulta, um doutor muito conceituado na área, conhecido em todo país.

A consulta demoraria 3 meses, nesse intervalo de tempo meu pai chegou a me levar no consultório que ficava em outra cidade e pedir pelo amor de Deus para me atender pois eu estava muito mal. Depois de alguns dias de desespero conseguimos um encaixe, quando fui diagnosticada com AR, aos 15 anos.

Comecei com as medicações, que eram muitas!! As crises iam e voltavam, é impossível que alguém de fora entenda… um dia estou bem, no outro não conseguia levar o garfo com a comida até a boca, não conseguia trocar de roupa, pentear os cabelos, muitas coisas eu me adaptava para conseguir fazer, como acender a luz com o rosto, pegar algo com a boca, arrastar para chegar em algum cômodo da casa. Altos e baixos, mas depois do tratamento a maioria dos meus dias fiquei bem.

Tive psoríase que manifestou por alguns anos também. Hoje faço uso de corticoide, H-cloroquina, e Humira. Levo uma vida totalmente normal, as vezes sinto dores, mas perto do já passei não me atrapalham. Costumo dizer que uma pessoa que não tem AR não sairia de casa com as dores que nos acostumamos e adaptamos ao longo da vida.

Em resumo sou grata por viver, pela minha família e amigos que me apoiam, pelas lições e evolução que a AR me trouxe.

Meu conselho para quem também tem AR é “Viver intensamente, acima de tudo! Não deixe de fazer o que gosta e tem vontade. Pratique a gratidão.”

“Dor Compartilhada é Dor Diminuída”, entenda que ao escrever praticamos uma autoterapia e sua história pode ajudar alguém a viver melhor com a doença!

É simples, preencha o formulário no link http://ow.ly/gGra50nFGJp

Doe a sua história!

#depoimento

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