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Ministério da Saúde diz que cloroquina é promissora, mas não deve ser comprada nas farmácias

Diretor da pasta afirma que remédios de uso contínuo para pressão arterial e diabetes devem ser continuados e que ibuprofeno pode ser substituído por recomendação médica

O Ministério da Saúde apelou à população que não compre remédios nas farmácias com cloroquina e hidroxocloroquina, usados em geral no tratamento de malária, para coronavírus. Segundo Denizar Vianna, secretário de Ciência e Tecnologia da pasta, há uma hipótese de que as substâncias ajudem no tratamento do covid-19, mas é preciso que estudos sejam feitos ainda. Além disso, ele destacou que o SUS oferta tal medicamento.

— Não façam isso (comprar o remédio na farmácia). Primeiro porque o Ministério da Saúde tem condição de produção muito grande. Hoje, já é disponibilizado. Se estudos mostrarem esse tipo de beneficio, poderemos prover esse tratamento para a população.

Vianna destacou que a OMS fará um estudo amplo para verificar se os remédios de fato têm boa resposta para combater o novo coronavírus. Ele citou uma pesquisa internacional com 20 pacientes, mas ainda pequeno em relação ao necessário:

— Os dados são promissores, existe uma plausibilidade biológica de que esse mecanismo de ação faça sentido, só que os estudos ainda são insuficientes.

Quanto aos medicamentos de uso contínuo para diabetes e hipertensão, como captopril e losartana, amplamente distribuídos pelo SUS, a recomendação é que os pacientes não suspendam. Vianna disse que, apesar de um editorial na revista científica de prestígio Lancet, falar de possíveis prejuízos relacionados a essa classe de remédios e o coronavírus, não há evidências.

Fonte: O Globo

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