O Lúpus Eritematoso Sistêmico (LES) é uma doença crônica e autoimune que desafia o funcionamento do próprio sistema de defesa do organismo. Em vez de proteger o corpo contra vírus e bactérias, o sistema imunológico passa a atacar tecidos saudáveis, provocando inflamações que podem atingir múltiplos órgãos.
Apesar de ainda cercado por dúvidas e desconhecimento, o lúpus tem tratamento e pode ser controlado, especialmente quando diagnosticado precocemente. Entenda mais sobre a condição.
Leia mais: Lúpus: o que é mito e o que é fato?
O que é o lúpus?
O lúpus é classificado como uma doença autoimune sistêmica. Isso significa que ele pode afetar diferentes partes do corpo ao mesmo tempo, como pele, articulações, rins, pulmões, coração e cérebro.
Essa característica faz com que a doença tenha manifestações bastante variadas, o que pode dificultar o reconhecimento dos primeiros sinais. Em alguns casos, os sintomas são leves; em outros, podem ser mais graves e exigir acompanhamento médico contínuo.
Quais são os principais sintomas?
Os sintomas do lúpus variam de pessoa para pessoa e podem surgir de forma intermitente. Entre os mais comuns estão:
- Cansaço excessivo
- Dores e inchaço nas articulações
- Febre baixa persistente
- Manchas na pele, especialmente no rosto (em formato de “asa de borboleta”)
- Queda de cabelo
- Sensibilidade ao sol
Além disso, quando há comprometimento de órgãos internos, podem surgir sinais mais específicos, como alterações renais, falta de ar ou sintomas neurológicos.
Quem pode desenvolver a doença?
De acordo com a Sociedade Brasileira de Reumatologia, o lúpus é mais frequente em mulheres, principalmente entre 15 e 45 anos. No entanto, homens, crianças e idosos também podem ser diagnosticados com a doença.
As causas ainda não são completamente conhecidas, mas especialistas apontam que o desenvolvimento do lúpus envolve uma combinação de fatores genéticos, hormonais e ambientais, como exposição ao sol, infecções e estresse.
Como é feito o diagnóstico?
O diagnóstico do lúpus pode ser um processo complexo. Isso porque seus sintomas se assemelham aos de outras doenças, o que pode levar a atrasos na identificação.
Não existe um exame único capaz de confirmar o diagnóstico. Ele é feito a partir da avaliação clínica do paciente, histórico de saúde e exames laboratoriais que identificam alterações no sistema imunológico.
O acompanhamento com um médico reumatologista é fundamental nesse processo.
Existe tratamento?
Embora o lúpus ainda não tenha cura, há tratamentos eficazes que ajudam a controlar a doença e reduzir a frequência e intensidade das crises.
O manejo inclui o uso de medicamentos para controlar a inflamação e modular o sistema imunológico, além de mudanças no estilo de vida, como proteção solar, alimentação equilibrada e acompanhamento médico regular.
Com o tratamento adequado, muitas pessoas com lúpus conseguem levar uma vida ativa e com qualidade.
Lúpus não é contagioso
Um dos pontos mais importantes de conscientização é que o lúpus não é transmissível. Trata-se de uma condição do próprio organismo, sem qualquer risco de contágio.
A importância da informação e do diagnóstico precoce
Reconhecer os sinais e buscar orientação médica são passos essenciais para evitar complicações. Quanto mais cedo o lúpus for identificado, maiores são as chances de controle da doença e de preservação da qualidade de vida.
Ampliar o acesso à informação confiável é fundamental para reduzir estigmas e garantir que mais pessoas recebam o diagnóstico e o cuidado adequados.
Fonte: Sociedade Brasileira de Reumatologia
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