Interleucina-6. A molécula que ajuda a perder a barriga com um pouco de exercício físico

Pesquisadores descobrem que medicamento para artrite reumatoide pode levar ao emagrecimento

O exercício físico estimula a produção da interleucina-6, ou IL-6, e esta é a responsável pela degradação da gordura abdominal. Não era segredo que exercício faz bem e diminui o volume na cintura, mas agora já sabemos porquê.

Perder a barriga? O remédio é o exercício físico, toda a gente sabe. Bicicleta, aparelhos no ginásio, longas caminhadas, o importante é que seja ao longo do tempo, pelo menos durante três meses consecutivos, e o “milagre” dá-se. Mas o que acontece no organismo, que conduz a este resultado, e que é não apenas saudável, mas também muito mais agradável à vista?

Cientistas da Universidade de Copenhaga, na Dinamarca, deram agora a resposta e mostram, num estudo publicado na revista científica Cell Metabolism, que a chave do segredo está na molécula interleucina-6, ou IL-6.

Esta é uma molécula produzida pelos músculos, que tem um papel essencial na regulação da energia metabólica e que já se sabia que estimula o processo de degradação da gordura no organismo. Poderia ser ela também a chave em relação à gordura abdominal, questionaram-se os cientistas.

Para testar a hipótese, a equipa dinamarquesa idealizou uma experiência em que foi utilizado um composto que bloqueia a atividade da IL-6, a par de um programa de treino de 12 semanas para um grupo de 53 adultos obesos, que foram distribuídos por quatro subgrupos. Dois dos grupos não fizeram exercício nenhum, e os outros dois seguiram um programa de sessões semanais de bicicleta, de 45 minutos cada.

Ao mesmo tempo, uma parte dos participantes, quer dos que fizeram e dos que não fizeram exercício, receberam também injeções do tal composto, que é usada no tratamento da artrite reumatóide, e que bloqueia o efeito da IL-6. Todos os outros participantes receberam apenas um placebo.

Como seria de esperar, os grupos que não fizeram exercício físico permaneceram obesos sem alterações apreciáveis. Já no grupo que cumpriu o treino e tomou um placebo, a redução da gordura abdominal foi evidente, com uma perda de cerca de 8% em relação aos que não se exercitaram.

No grupo que fez exercício e tomou o fármaco, no entanto, os resultados foram muito diferentes disto tudo: não só a gordura abdominal não diminuiu, como aumentou em média 278 gramas, comparando com o grupo que fez exercício e tomou o placebo. Além disso, esses participantes registaram também um aumento do colesterol.

“Tanto quanto sabemos, este é o primeiro estudo que mostra que a IL-6 desempenha um papel fisiológico na regulação da gordura abdominal nos seres humanos”, diz a principal autora do estudo Anne-Sophie Wedell-Neergaard , citada num comunicado da sua universidade.

A investigadora sublinha que agora “são necessários mais estudos para detalhar melhor o papel desta molécula num contexto de doença”, nomeadamente no caso da artrite reumatoide, já que o objetivo não era estudar essa questão, mas apenas isolar o papel da molécula IL-6 neste contexto.

Fonte: Diário de Notícias – Link Artigo:  http://4et.us/stats/&url=S9kLhgZgExQWhPXY8

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