Fui ao fundo do poço

Morava no Rio ainda, fiquei viúva com três filhas pequenas para criar, meu marido era alcoólatra e não me deixou nada, nem casa nem pensão, nada.Comecei com um inchaço no joelho e achei que fosse por ter usado um sapato alto que não tinha usado, continuei trabalhando mesmo com muitas dores e com joelhos e pés inchados, rigidez na perna. Fui a muitos médicos que só me deram injeções para dores, chegou uma época que não conseguia mais trabalhar nem andar, fui a um medico indicado por um amigo que sem nenhum exame me diagnosticou como febre reumática e me fez tomar muitas injeções de bezentacil que não adiantou nada, procurei um outro medico que fez outros exames e me disse que tinha artrite reumatoide, consegui entrar em beneficio pois não conseguia mais trabalhar, foi muito triste , porque era provedora de sustento das minhas três filhas, as criava sozinha sem ajuda de ninguém.

Somos tratadas como preguiçosas pela sociedade pelos médicos e peritos do INSS, uma me disse tenho artrose na coluna e trabalho muito bem, mas trabalhava em serviços gerais, trabalho pesado, e por estar sempre de beneficio sempre fui colocada nos piores setores da empresa, eu preferia ir trabalhar doente com dores, do que entrar em beneficio, fui a vários reumatologistas que me trataram com vários tipos de remédios com receitas caras, na maioria da vezes de manipulação, minha saúde só piorou. Ate que veio as deformidades e fui ao fundo do poço fiquei sem articulação dos joelhos e braços, fiquei um bom tempo em beneficio, agora estou aposentada por invalidez e ate hoje não consegui a cirurgia de joelhos. Estou agora em tratamento com um reumatologista em SP, mas sinto muita dores, dificuldades para andar, mas sinto que agora só vai piorar o quadro, tenho um marido compreensivo que me ajuda muito, mas sinto muitas dores ainda e dificuldade de encontrar uma fisioterapia que realmente me ajude.

A mensagem que deixo é que tratem enquanto esta no começo não façam como eu, jogue tudo pro alto e se cuidem se seu reumatologista não está te agradando procure outros, eu priorizei as minhas filhas, era difícil me tratar porque tinha 3 crianças que dependiam de mim não tinha a quem recorrer, muitas vezes ia trabalhar chorando de dor, e precisava me esconder do trabalha porque estava com dor, porque ninguém acredita na intensidade da nossa dor e como isso  nos incapacita.

Me chamo Ana Helena dos Santos Alvarenga, tenho 53 anos, convivo com artrite reumatoide há 7 anos, moro em São Paulo – SP.

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