É importante viver um dia de cada vez: comemorar cada dia sem dor e, na dor, acreditar que dias melhores virão

Com uns 24 anos de idade comecei a sentir dores esporádicas, e em níveis diferentes, por toda a extensão da perna esquerda, que variavam entre batata, joelho, coxa e quadril. Passei por alguns ortopedistas e nenhum conseguiu dar um diagnóstico conclusivo. Alguns anos mais tarde, a dor evolui também para a outra perna, coluna e pescoço, tornando-se contínua e, às vezes, insuportável.

Meu sono perdeu bastante qualidade e me vi forçado a abandonar atividades físicas. Nessa época, passei por 2 reumatologistas. O segundo me diagnosticou com espondilite anquilosante, com o auxílio de exames de sangue e de imagem. O tratamento, a princípio não surtiu muito efeito, sendo bastante frustrante. Eu tive a impressão de que a médica não tinha o preparo adequado para lidar com a doença e, principalmente, com o doente.

Com a ajuda da minha noiva, que teve papel fundamental no tratamento, procurei um terceiro médico, que se mostrou super capacitado e bastante compreensivo. Ele reforçou o diagnóstico, esclarecendo dúvidas e me motivando, e comecei um novo tratamento com sulfassalazina e antiinflamatórios.

O tratamento tem se mostrado eficaz, apesar de eventualmente eu ainda sentir algumas dores, que incomodam bem menos que antes. Voltei a fazer exercícios regulares, levo uma vida normal, e, às vezes, praticamente esqueço que tenho uma doença autoimune.

“Eu sei que o meu diagnóstico é recente, e que ainda estou no nível inicial dessa jornada. Entretanto, acho que é importante procurar um bom médico, compreensivo e capacitado, para ter um acompanhamento frequente e de qualidade. Aliado a isso, deve-se adotar uma postura positiva, de auto aceitação também, procurando o apoio de familiares e amigos, e mantendo uma boa rotina de alimentação e de exercícios, respeitando as próprias limitações.

Creio também que é interessante se informar, mas ter em mente que cada caso é um caso, e que nem todas as informações vistas, principalmente na internet, se aplicam ao seu caso. No início, pode ser um pouco traumático ler e ouvir alguns relatos, mas é importante viver um dia de cada vez: comemorar cada dia sem dor e, na dor, acreditar que dias melhores virão.”

Me chamo, José Carlos, tenho 33 anos, convivo com espondilite anquilosante há 6 anos, sou servidor público e moro no Distrito Federal.

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