Dia Mundial da Psoríase: Dermatologista orienta sobre a doença, desde o diagnóstico a tratamento,que inclui distribuição de remédios pela rede pública

Dia 29 de outubro tem como objetivo conscientizar e alertar as pessoas sobre a Psoríase, uma doença crônica, não transmissível e que não tem cura.

Cercada de muito preconceito, a Psoríase – doença crônica, inflamatória e autoimune – é lembrada todo dia 29 de outubro, com o Dia Mundial da Psoríase, uma data marcada para conscientizar e alertar as pessoas sobre a doença. Reforçando este alerta, o dermatologista Gustavo Saczk esclarece diversas dúvidas sobre a enfermidade, e celebra que, a partir de outubro de 2019, os medicamentos imunobiológicos para o tratamento da Psoríase serão distribuídos oficialmente pela rede pública no Brasil. Uma grande conquista na saúde.

“Um novo horizonte se abre para pacientes que tratam psoríase em nosso país. Antes reservado apenas para pacientes particulares ou para alguns planos de saúde, os medicamentos imunobiológicos serão distribuídos oficialmente a partir deste mês pela rede pública. Eles são indicados para pacientes que apresentam psoríase moderada a grave e são aplicados por via subcutânea, como a insulina no caso dos diabéticos.

A melhora no tratamento é surpreendente, para pacientes que usavam apenas cremes ou alguns medicamentos que poderiam causar efeitos colaterais graves, como alterações no fígado. Com os imunobiológicos, estes pacientes podem chegar a ficar livres das lesões, aplicando as injeções algumas vezes no ano, apenas”, explica o médico.

Gustavo dá detalhes sobre diagnóstico, causas, sintomas e tratamento:

Diagnóstico:

“Não é possível detectar a psoríase através de exames de sangue, por isso o diagnóstico geralmente é clínico, ou seja, feito na consulta com o dermatologista. As placas ou lesões avermelhadas e a descamação da pele causadas pela psoríase são bastante características, mas, em apresentações menos comuns da doença onde haja dúvidas em relação ao diagnóstico, uma biópsia pode ser feita para a confirmação da suspeita.”

Sintomas:

“O paciente apresenta placas avermelhadas e descamativas pelo corpo. Mas em alguns casos, a pessoa pode ter acometimento apenas de regiões bem específicas, como mãos e pés, couro cabeludo ou unhas. Por isso é extremamente importante que, ao se desconfiar de ter psoríase, consultar um dermatologista, pois este é o profissional mais indicado para fazer o diagnóstico desta doença.”

Causas:

“A psoríase é uma doença autoimune relacionada com o sistema imunológico, que pode estar relacionada com a suscetibilidade genética ou mesmo com fatores ambientais. Ela é causada por uma desregulação de mediadores chamados interleucinas, que causam um aumento localizado na produção de pele.”

Tratamento:

“O importante é consultar o dermatologista o quanto antes para iniciar o tratamento. O tratamento da psoríase serve para a controlar os sintomas da doença, reduzindo as chances das lesões aparecerem. Ele é iniciado com cremes que devem ser aplicados sobre as lesões. Caso isso não resolva, podemos optar por fototerapia, medicações orais e até imunobiológicos. Inclusive, os imunobiológicos entraram neste mês para a lista de produtos de alto custo fornecidos pelo governo em casos graves da doença. Eles são injetados na pele e conseguem em alguns casos deixar a pessoa sem nenhuma lesão. Só não eram populares pelo seu alto custo, chegando a mais de R$ 100.000 por paciente por ano. Um novo horizonte se abre para esses pacientes a partir deste ano no Brasil.”

Preconceito:

“Por ser uma doença caracterizada por lesões avermelhadas e descamativas, isto faz com que algumas pessoas que possuem a doença, se isolem devido à aparência dos ferimentos e vergonha. Além de não ser uma doença transmissível, ela tem tratamento. E uma ótima forma de diminuir esse preconceito é a exposição da doença na mídia por famosos, como a Kim Kardashian, mostrando que qualquer pessoa pode desenvolver a doença. É muito importante falarmos sobre a psoríase e reforçar para que as pessoas não tenham receio de ficarem próximas ou encostar em alguém que tenha a doença. Isso gera um isolamento social e afetivo muito grande no portador, o que compromete a qualidade de vida.”

Fonte: Assessoria de Imprensa  

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