Descobri que tenho Artrite e Artrose Reumática. Na hora fiquei sem chão, acreditem, eu nem sabia o que era tudo isso

Meu desafio era encontrar médicos assertivos. Como sequela perdi 25% de força e meus braços, eles ficaram mais curtos.

 

Meu nome é Keythi tenho 34 anos, sou Analista de TI  e descobri que tenho Artrite Reumatoide e Artrose faz 10 meses. Em 2015 e 2016 operei meus 2 cotovelos por ter epicondilite lateral que é uma doença nos tendões dos braços, eu digitava muito no meu trabalho e como não tinha convênio não consegui aprofundar em tratamentos. A empresa mudou de dono e tive a boa sorte de entrar para o convênio e foi neste momento que comecei a me cuidar. Porém foi tarde demais, os meus tendões tiveram lesões graves e foi necessário cortá-los.

Como sequela perdi 25% de força e meus braços ficaram mais curtos. Depois de 1 ano afastada voltei a minha rotina normal mas as dores continuaram e meu ortopedista pediu uma ressonância da minha coluna. Achei estranho porque nunca tive problemas de coluna , estava sentindo muita dor nos braços mas na minha cabeça era a epicondilite que mesmo operando virou crônico e sem cura.

O resultado da ressonância foi assustador deu problema na C4 C5 C6 C7 . Eu estava pesando 120 kilos. Com 74 kilos eu fazia dança, trabalhava, fazia faculdade, 3 filhos, casa, marido e claro minha religião sou budista e temos várias atividades e da noite para o dia tive que parar tudo. A Ortopedista me encaminhou para a reumatologista, fiz vários exames e o resultado foi artrite e artrose. Na hora fiquei sem chão, acreditem, eu nem sabia o que era tudo isso. Quando comecei a ler sobre meu diagnóstico o desespero foi grande. Li a bula dos remédios e tive  pânico de tomar ou não, eu mal ficava doente e agora tudo iria mudar. Saí do reumatologista com uma lista de remédios que seriam somados aos que já tomava prescritos pelo ortopedista dos braços.

E assim começou minha jornada de médicos. O reumatologista me encaminhou para a neurologista, o neuro passou remédios para depressão, fiquei confusa pra que esses remédios? Depois entendi o porquê, esses remédios acalmam a mente e relaxam o corpo para ajudar a sentir menos dor. É muita dor e como já relatei tinha uma vida super ativa e do nada me vi deitada numa cama onde mal conseguia levantar. Meu desafio era encontrar médicos assertivos. Percebia que o neurologista, ortopedista e o reumatologista cada um jogava com remédios fortes e como não conhecia muito sobre as fórmulas misturei tudo e como reflexo comecei ficar torta. Eu tinha movimentações involuntárias.

Sou budista e aprendemos tudo na nossa vida é missão. O budismo nos mostra a real razão de passar por cada desafio e nos ensina a transformar essa situação em força, garra e literalmente transformar veneno em remédio. A minha religião está sendo a minha base para não perder a minha essência. Desafiei meu coração nas orações para ter um tratamento certo, pois tudo estava bagunçado. Eu tinha muita dor mesmo tomando remédios fortes. Foi quando tive a oportunidade de conhecer uma Clínica em Pinheiros aqui em São Paulo. Eles são ótimos! Um grupo de médicos especialistas em neurologia e ortopedia que cuidam de mim hoje. O ortopedista mandou fazer ressonância do joelhos quadril coluna vertebral, lombar e os cotovelos.

Todos deram desgastes,fissuras,cistos,falta de líquido,alguns com comprometimentos mais críticos e outros um pouco menos. Então eles decidiram mexer onde estava pior que no meu caso era a coluna cervical, lombar e os meus 2 joelhos. Há 2 meses operei a coluna cervical e lombar , a cirurgia durou 20 minutos. Não foi necessário 1 ponto e sai do hospital andando. Me emocionei muito! No dia da cirurgia tive uma crise de choro na mesa , pois eu sei as dificuldades que passei para liberar essa cirurgia caríssima. Era um método novo na medicina e foi necessário entrar com uma liminar judicial o convênio alegava que meu plano não cobria. A assessoria dos médicos me deram muito apoio e assim depois de muita luta consegui.

Depois de 1 mês e 15 dias operei os 2 joelhos ,também foi ima luta com convênio que alegava que eu não tinha direito.Os convênios sempre visam o que sai mais barato para eles, um conselho que dou é persistir com o convênio e entrar com liminar. É super simples e o advogado faz tudo, você só precisa assinar alguns papéis. Não aceitem “não” como resposta e não troquem de médico se ele é de sua confiança. O convênio vai enviar você para outro médico para barrar a cirurgia. Infelizmente é assim que acontece, então não desistam. Hoje faz 16 dias da minha cirurgia dos joelhos estou super bem. Antes eu não conseguia colocar meu pé inteiro no chão, porque os joelhos estavam entrando para dentro e conforme eu andava um batia no outro, fora a dor que para mim já é normal.

Hoje coloco o pé inteiro no chão, sou bem ativa em casa, mas ainda estou afastada do trabalho. Entrei com pedido de aposentadoria. O INSS me concedeu 50% como auxilio, devido ao acidente dos braços e por está em estado crônico. Agora da artrite e artrose e as outras lesões no corpo ainda não entrei, esse erá meu próximo passo em Janeiro. Vou repetir todos exames para comparar e assim ver como vou precisar fazer para um novo benefício. Aprendi a respeitar meu corpo, em alguns momentos a fadiga é muito forte. Aproveito ao máximo quando estou com disposição, caso contrário deito e durmo. Não fico pensando como era isso ou era aquilo, referente a minha vida, isso é desgastante para cérebro, porque automaticamente nos sentimos inválidos ainda mais alguém como eu super ativa.

Me aprofundei ainda mais na minha fé, oro para ter longevidade e poder cuidar e criar meus filhos.Tenho a boa sorte de ter apoio da minha família e meus filhos que sempre ensinei a zelarem uns pelos outros. Eles sempre me ajudaram a arrumar a casa e a deixar tudo no seu devido lugar. Hoje eles limpam , lavam a casa, o banheiro, fazem comida e se eu ficar na cama 24 horas os 3 dão conta de tudo.

É uma graça eu sou uma afortunada por isso. Meu marido ficou desesperado em relação  a cirurgia da coluna. Ele acompanha tudo de perto e como as crianças zelam por mim, é claro que eles não tem noção da nossa dor, mas também aprendi que mesmo que eu sinta muita dor, a não reclamar. A lamentação apaga a boa sorte e detona a alma e o psicológico e de todos a minha volta. Amo minha família, eu sou o pilar do meu castelo e não  vou permitir que tudo desabe por conta de uma doença.

Evito reclamar, quando não estou bem simplesmente deito e fico quietinha. As cirurgias que eu fiz não resolve o problema só ameniza um pouco. Mas se tenho isso na minha vida é porquê tenho uma missão e nada absolutamente nada vai apagar meu brilho minha vida e minha fé.

Meu nome é Keythi Anne de Paula Santos – Moro em SP

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