Cirurgia bariátrica como tratamento para o diabetes

Devolve ao pâncreas a capacidade de voltar a produzir a insulina, controlando a diabesidade

Aprovado pela Conselho Federal de Medicina (CFM), a redução de estômago é uma alternativa de controle da diabesidade ou diabetes tipo 2

Como estamos próximo do Dia Mundial da Diabetes, é importante também entender que alguns casos é necessária a intervenção médica como forma de tratamento. Muito além do objetivo de perder peso, a cirurgia bariátrica também é uma opção terapêutica quando o assunto é controlar a doença crônica de diabetes. Os portadores dessa síndrome, mais precisamente do tipo 2, podem recorrer à redução de estômago quando o tratamento químico não responde com eficácia.

Atualmente a doença de diabetes atinge cerca de 13 milhões de brasileiros, segundo o Ministério da Saúde. Considerada uma doença silenciosa, é caracterizada pelo nível elevado de glicose no sangue, tanto pela baixa produção de insulina ou quando o hormônio é insuficiente para transportar a glicose para as células, tornando o organismo resistente, como é o caso do diabetes tipo 2, responsável por aproximadamente 80% dos casos. Com efeitos que desencadeiam a obesidade, as pessoas nessas condições, muitas vezes, não possuem o sucesso no controle da doença por meio dos medicamentos tradicionais.

A cirurgia bariátrica ou cirurgia metabólica, como é chamada nesses casos, se tornou eficaz a longo prazo no tratamento do tipo 2, pois seu objetivo principal não é a perda de peso, mas sim, agir apenas na redução da resistência a insulina. “A cirurgia é indicada para aqueles que apresentam o quadro de obesidade, pois ao contrário da doença, ela devolve ao pâncreas a capacidade de voltar a produzir a insulina, controlando a diabesidade”, explica o Dr. Luiz Vicente Berti, cirurgião bariátrico do Hospital São Luiz Itaim.

Segundo o cirurgião, a redução de estômago é adequada apenas para os portadores que possuem o Índice de Massa Corpórea (IMC) entre 30 Kg/m2 e 34,9 Kg/m2, índice liberado pelo CFM no ano passado. Além disso, é preciso seguir outras recomendações antes de optar pela cirurgia como opção de tratamento, como uma série de avaliações com uma equipe multidisciplinar, composta por endocrinologistas, psicólogo, cardiologista, dentre outros. “Depois de todos os exames é que vamos saber se o paciente vai ou não se beneficiar com a metabólica, pois a sua eficácia está ligada diretamente ao tempo de doença, determinando a melhora parcial ou completa da diabetes”, completa o especialista do Hospital São Luiz Itaim.

Segundo o médico, a cirurgia metabólica é considerada como um dos procedimentos mais seguros atualmente e com baixo risco de mortalidade, menor que 0,3%. É importante que o procedimento seja realizado por um profissional bariátrico/metabólico. “A recuperação é rápida e com nível de dor baixo, o paciente, após um ou dois dias no hospital, pode se recuperar em casa”, finaliza.

Sobre a Rede D’Or São Luiz

Fundada em 1977, no Rio de Janeiro, a Rede D’Or São Luiz é a maior rede de hospitais privados do Brasil com presença no Rio de Janeiro, São Paulo, Distrito Federal, Pernambuco e Maranhão. O grupo opera com 37 hospitais próprios e um hospital sob gestão. Possui 5,6 mil leitos, e tem planos de chegar a 8 mil leitos em 5 anos. São ao todo 43 mil funcionários e 87 mil médicos credenciados, que realizam cerca de 3,4 milhões de atendimentos de emergência, 229,8 mil cirurgias, 4.000 cirurgias robóticas, 30,3 mil partos e 401,2 mil internações por ano. Além dos centros hospitalares, a Rede D’Or São Luiz também conta com a Oncologia D’Or, rede de clínicas especializadas em tratamento oncológico em sete estados brasileiros.

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