Batalhei e venci, agora tenho paz.

Olá amigos, sou nova no grupo, e vou contar um pouco da minha história. Meu nome é Márcia, com 18 anos sofri um acidente de carro, e por ter sofrido o efeito chicote, adquiri uma hernia de disco da C5 a C7, só foi descoberto quando eu tinha 38 anos, sentia muita dor na cervical e no estômago, aí fui me consultar com um gastro.

Eu disse para ele sobre as dores na cervical, ele pediu uma ressonância magnética, eu estava com hérnia de disco C5 e C6 e estava pinçando o nervo mediano. Ele também diagnosticou uma hérnia de hiato, o médico anterior ortopedista dizia que era emocional e assim foram vinte anos sentindo dor.

Fui estudar fisioterapia para entender essa dor e aprender a lidar com esse problema, pois eu tinha medo de operar, recebia vários palpites dos meus professores, uns diziam para eu operar, outros diziam para não, fiquei procurando um médico que eu confiasse e nada, passei por uns 20 médicos, mas não confiei em nenhum deles.

No último período da faculdade o meu professor estava operado da coluna, quando ele se desculpou e disse que estava se recuperando de uma cirurgia na coluna, pedi o contato do médico que o havia operado, liguei e marquei a consulta, quando fiquei de frente para o médico em seu consultório tive a resposta que procurava há seis anos, desde que descobri a doença, quando contei minha história para ele, Dr José Augusto Nasser, Neurocirurgião, excelente.

Ele atendia no Leblon, Rio de Janeiro, ele me disse: não sou eu quem vai lhe operar, será Deus e os anjos, desabei diante dele, ele disse primeiro vou cuidar do seu emocional. Me receitou alguns remédios e com eles fiquei fria, não sofria por nada mais, e me despedi da vida, pois a cirurgia era muito delicada, a incisão seria bem próxima da artéria carótida e músculo esternocleidomastoideo

Chegou o dia, fui conformada de ir embora desta vida, 4 horas de cirurgia, foi feito uma artrodese de cervical e foram colocados na minha coluna uma placa de oito parafusos e dois discos, tudo fornecido pelo plano de saúde, finalmente acordei, dois dias no hospital voltei pra casa, estava bem, fui me recuperando, e comecei a preparar a festa da minha formatura.

Comecei a sentir uma dor no meu dedo mínimo do pé esquerdo, achei que fosse uma topada e que iria melhorar, mas não melhorava e nem pude usar sapato fechado na minha colação de grau, aí começou outro martírio, achar um médico bom que descobrisse o que era aquela dor, eu estava andando com muita dificuldade, quando minha cunhada me deu o nome do médico Dr Almir Branco, Reumatologista, excelente, fui imediatamente, ele me pediu uma bateria de exames e veio o diagnóstico, era Artrite Reumatoide hereditária.

Até hoje não descobri ninguém da minha família com isso, aí o médico me receitou humira, fiquei totalmente sem dor por um longo período, mas depois voltaram as dores e o médico me passou o Embrel. Tenho depressão, fibromialgia, condropatia de joelho direito, síndrome do túnel do carpo, artrose e burcite,.

O pior pra mim e ver a minha própria família não acreditar,  em mim, minha mãe sempre diz você está com uma cara boa, isso me deixava triste e pensava será que eles só vão acreditar quando eu estiver em um caixão? Mas não me entrego nunca, sou vaidosa me cuido, estou sempre de bem com a vida, não reclamo, só agradeço a Deus todos os dias da minha vida, tudo isso fica controlado com o embrel, fico totalmente sem dor.

Contei essa história para as pessoas que estão sem forças para prosseguir, não percam a fé, não desistam, procurem ser felizes, as vezes Deus está querendo mostrar algo que não entendemos e que temos que decifrar, através do sofrimento, e que podemos nos encontrar e entender o outro, fiquem com Deus e força.

“Dor Compartilhada é Dor Diminuída”, conte a sua história e entenda que ao escrever praticamos uma autoterapia e sua história pode ajudar alguém a viver melhor com a doença!
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É simples, preencha o formulário no link http://ow.ly/gGra50nFGJp
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Doe a sua história!

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