Artrite reumatoide é silenciosa e pode ter diagnóstico demorado

Silenciosa, ela pode levar até 30 anos para ser diagnosticada: esse é o perfil da artrite reumatoide, uma doença que ataca as articulações do corpo.

Segundo os especialistas, ela é sistêmica e crônica, pois atinge várias partes do corpo – principalmente as articulações – e não tem cura, mas pode ser controlada.

Além disso, ninguém está livre, independentemente de idade ou sexo. No entanto, com tratamento adequado, o paciente pode levar uma vida normal.

A causa ainda é desconhecida, mas sabe-se que é autoimune, ou seja, os tecidos são atacados pelo próprio sistema imunológico do corpo. Para detectá-la, depende-se da associação de uma série de sintomas, assim como de exames laboratoriais e por imagem, que podem ajudar o médico a identificar a doença pela presença de biomarcadores (substâncias detectadas que qualificam a doença).

De acordo com o reumatologista Gustavo Lamego, membro da Sociedade Mineira de Reumatologia, a artrite reumatoide ataca o sistema imunológico e atinge os tecidos do corpo. “A partir daí, acontece a inflamação das articulações e, consequentemente, vêm a dor, o inchaço e a vermelhidão, principalmente nas mãos e nos pés”, aponta.

O médico alerta que a doença pode afetar outras áreas, como joelhos, tornozelos, ombros e cotovelos. “Se não for tratada de forma correta, pode levar ao comprometimento das juntas, provocando deformidades e limitações nas atividades do dia a dia”, diz.

Combate. Segundo Lamego, o tratamento pode exigir medicamentos, fisioterapias e até cirurgias. “O mais comum é usar remédios que agem no sistema imunológico e ajudam a impedir a progressão da doença”, comenta. O médico ressalta que intervenções cirúrgicas são somente em casos extremos, quando os medicamentos não previnem ou retardam o dano articular. “Praticar atividades físicas, mesmo que seja uma caminhada, já ajuda muito”, orienta.

Fabiana Gastaldi, 37, não conseguia segurar o filho, Samuel, 9, por causa da artrite

Incapacidade. A corretora de seguros Fabiana Gastaldi, 37, desenvolveu a doença durante a gravidez do filho Samuel, 9. “As dores eram tão fortes que eu não conseguia pegar meu filho no colo ou girar a chave na maçaneta”, conta.

Atualmente, Fabiana leva uma vida normal graças à disciplina. “Voltei a fazer coisas simples porque não deixo de tomar os remédios em nenhum momento”, conta a corretora.

 

 

 

Fonte: Jornal o Tempo

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