Apesar das frustrações, mantenho a Fé em Deus!

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Tudo começou a alguns anos atrás. Eu estava na metade do curso de graduação em Medicina Veterinária e estava tendo um surto de Zika e Chikungunya. Nesse período comecei a sentir muito mal. Fraqueza terrível no corpo, pressão baixava com muita frequência, coração acelerava, eu vivia passando mal na faculdade e já era conhecida no postinho de saúde de lá.

A princípio o médico desconfiava de crises de ansiedade (e era mesmo). Logo depois, comecei a ter dores articulares, começando no tornozelo, depois joelhos, mãos, ombros, até que todo meu corpo estava comprometido. Achávamos que era Chikungunya, fiquei um tempo afastada, não melhorava. Sem saber o que fazer, minha mãe foi atrás de ortopedistas, muitos deles achavam que era Gota, mas disseram que não era com eles e que eu deveria procurar um reumatologista.

Então lá fui eu, logo que cheguei no médico, desconfiaram de artrite reumatoide e/ou Lúpus. Foi confirmada a artrite. Sofri muito, não queria aceitar o fato que era paciente autoimune. Quis abandonar o curso várias vezes, mas meus amigos sempre diziam: Você já está na metade do curso, ou já passamos da metade do curso, já estamos no final do curso, não vale a pena. Fui empurrando com a barriga até o fim. Muito julgada por pessoas que achavam que eu fazia corpo mole. Chorava muito escondida. Cabines da biblioteca, banheiro e vestuário eram os lugares em que mais derramei lágrimas.

O tratamento foi dando resultado, mas as mãos ficaram comprometidas, justo elas que são meu instrumento de trabalho. Tenho uma anemia crônica também, por mais que siga o tratamento certinho, não melhoro. Fraqueza, enjoos são frequentes. E fora isso, realmente tenho crises de ansiedade.

Consegui formar esse ano mesmo me sentindo muito mal. Apesar de ter realizado meu sonho, sinto-me sem forças, sem ânimo, sem capacidade para trabalhar. Pois tenho dificuldades em realizar procedimentos simples, como abrir uma ampola ou fazer uma coleta de sangue. Quando penso nisso, tenho muita vontade de chorar. Depois de 5 anos de luta colei grau, mas joguei tudo pra cima e nunca fui atrás de nada, nem do diploma.

Minha autoestima é baixa e todos notam isso, me acho feia por ser muito magra e o rosto inchado pelo corticoide, me sinto inútil por conta das dificuldades. E quanto mais tocam em assuntos como: faz uma residência. como está o mercado de trabalho? Você gosta da sua profissão? Mais eu sofro. E quando tenho crises de ansiedade, falam: Você é tão inteligente, você fez Medicina Veterinária, viu aonde você chegou? Você estudou em faculdade pública em um curso muito concorrido, quero que veja como você alcançou grandes coisas. Você pode ganhar o mundo. Quanto mais falam no curso, mais eu sofro.

Sinto dores nas mãos como se fossem vidros quebrados, meus punhos tem a mobilidade reduzida… Joelhos e tornozelos incham e doem tbm. Muitas vezes dependo de outras pessoas para me vestir e até para colocar água no copo. Ah! Se não fosse Deus em minha vida! Peço que orem por mim e mantenham a Fé em Deus!

Meu nome é Vivian, tenho 24 anos, convivo com a AR a 4 anos e sou Médica Veterinária.

“Dor Compartilhada é Dor Diminuída”, conte a sua história e entenda que ao escrever praticamos uma autoterapia e sua história pode ajudar alguém a viver melhor com a doença!

É simples, preencha o formulário no link https://forms.gle/hZjevGSMNhbGMziL9

Doe a sua história!

#depoimento♥

1 COMENTÁRIO

  1. Meu Deus do céu, nunca pensei q uma doença tão comum pudesse causar tanto mal assim. Senti a dor dessa moça. Estou impressionada. Força a vc, q narrou sua história e a tds acometidos por uma Dir tão grande e constante.

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