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Anvisa aprova o primeiro medicamento para tratar adolescentes com obesidade no Brasil.

Indicado para a obesidade em adultos desde 2016, Saxenda® foi aprovado pela Anvisa na segunda-feira (03/08) para uso em jovens a partir dos 12 anos

A quantidade de crianças e adolescentes entre 5 e 19 anos com obesidade no Brasil chegou a 13,3 milhões1,2. Esse número é maior do que a população da cidade de São Paulo. Reconhecida como doença crônica pelas principais organizações e associações médicas nacionais e internacionais, a obesidade atinge mais de 600 milhões de pessoas no mundo, mas ainda não havia um tratamento medicamentoso aprovado para adolescentes no Brasil. Nesta semana, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou a ampliação do uso de Saxenda® (liraglutida 3.0 mg), medicamento indicado para o tratamento da obesidade, para jovens a partir de 12 anos, tornando-se o primeiro medicamento indicado para esta faixa etária no país.

Desde 2016, Saxenda® é comercializado no Brasil para o tratamento da obesidade em adultos, associado à reeducação alimentar e exercícios físicos. Produzido pela Novo Nordisk, empresa de saúde dedicada a promover mudanças para vencer o diabetes e outras doenças crônicas graves, como obesidade e distúrbios hematológicos e endócrinos raros, Saxenda® é um análogo do GLP-1, hormônio que é liberado em resposta à ingestão de alimentos.3 O medicamento age principalmente no hipotálamo (região do cérebro), regulando o apetite, diminuindo a fome e aumentando as sensações de plenitude e saciedade após a alimentação.3,4

Até o momento, porém, crianças e adolescentes que lidam com a obesidade, muitas vezes, não tinham opções suficientes de tratamento, explica Rocio Coletta, gerente médica de obesidade da Novo Nordisk. “Os tratamentos disponíveis atualmente para crianças e adolescentes com obesidade eram limitados e havia necessidade de mais opções que pudessem ajudar esses jovens a alcançar e, principalmente, manter uma perda de peso clinicamente relevante, com impactos positivos na sua saúde atual e futura”, explica a médica.

Para analisar a eficácia e a segurança do medicamento em adolescentes, foi realizado um estudo chamado SCALE TEENS, que avaliou os efeitos de Saxenda® em jovens entre 12 e 18 anos durante 56 semanas5. O medicamento se mostrou seguro para uso em adolescentes, sendo náuseas o evento adverso mais prevalente, que tendem a ser transitórias com o uso contínuo da medicação. Ao final do período, o grupo de adolescentes recebendo Saxenda® atingiu cerca de 4,3% de redução no IMC, enquanto o grupo que recebeu placebo apresentou um aumento de 0,35% no IMC.5

Uma das formas de diagnosticar o estado nutricional de crianças e adolescentes é por meio da tabela de escores-Z (ou desvios-padrão de IMC), considerando dados ajustados para sexo e idade.5,6 Uma redução a partir de 5% do peso corporal pode ter benefícios significativos para a saúde, que incluem melhora em fatores de risco cardiovasculares e metabólicos.6

Por que tratar a obesidade na adolescência?

A pandemia do novo coronavírus mostrou que a obesidade é uma doença que merece atenção e tratamento adequados e deixou ainda mais evidente que este cuidado precisa vir desde a juventude. Adolescentes com obesidade correm um risco maior de desenvolver problemas de saúde ao longo da vida, uma vez que 84% deles terão obesidade na idade adulta7 e, por isso, precisam de acompanhamento médico de longo prazo.

“A obesidade é uma doença crônica e, como qualquer outra, deve ter tratamento e acompanhamento médico contínuo, com ou sem medicação, para mantê-la sob controle. Por conta disso, quanto mais cedo o jovem adotar hábitos de vida mais saudáveis, conseguir reduzir e manter o peso de forma adequada, menores serão as chances dele ser um adulto que tenha outras patologias associadas, como doenças cardiovasculares, diabetes, hipertensão e até determinados tipos de cânceres, diminuindo sua qualidade e expectativa de vida”, afirma Rocio.

Assim como em adultos, as causas da obesidade na adolescência são multifatoriais. A doença pode ser desencadeada por fatores genéticos, endócrinos, ambientais, psicológicos e neurológicos.8 Dessa forma, o tratamento também precisa ser multidisciplinar, envolvendo diversas especialidades além do endocrinologista, como nutricionista, educador físico, psicólogo, entre outros. Apenas os médicos especialistas estão aptos a avaliar e indicar o tratamento adequado para cada indivíduo.

Sobre a Novo Nordisk

Empresa global de saúde fundada em 1923 e sediada na Dinamarca. Seu objetivo é promover mudanças para vencer o diabetes e outras doenças crônicas graves, como a obesidade, distúrbios hematológicos e endócrinos raros. Isso é possível porque a Novo Nordisk é pioneira em descobertas científicas disruptivas e trabalha na ampliação do acesso aos seus medicamentos e na prevenção e cura de doenças. A Novo Nordisk emprega cerca de 43.100 pessoas em 80 países e comercializa seus produtos em cerca de 170 mercados. No Brasil há 30 anos, a empresa emprega mais de 1.300 funcionários, contando com a sede administrativa em São Paulo-SP, os dois centros de distribuição no Paraná e a fábrica em Montes Claros-MG. Para mais informações, visite www.novonordisk.com.br, Instagram, Facebook, Twitter, LinkedIn, YouTube.

Referências

1. Obesidade na infância e adolescência – Manual de Orientação / Sociedade Brasileira de Pediatria. Departamento Científico de Nutrologia. 3a. Ed. – São Paulo: SBP. 2019.
2. Cenário da Infância e Adolescência no Brasil 2020. Fundação Abrinq. 1a Ed.
3. Orskov C, Wettergren A, Holst JJ. Secretion of the incretin hormones glucagon-like peptide-1 and gastric inhibitory polypeptide correlates with insulin secretion in normal man throughout the day. Scandinavian Journal of Gastroenterology. 1996; 31:665-670.
4. Flint A, Raben A, Ersboll AK, et al. The effect of physiological levels of glucagon-like peptide-1 on appetite, gastric emptying, energy and substrate metabolism in obesity. International Journal of Obesity and Related Metabolic Disorders. 2001; 25:781-792.
5. Kelly A, Auerbach P, Barrientos-Perez M. Liraglutide for weight management in pubertal adolescents with obesity: a randomized controlled trial. Journal of the Endocrine Society. Volume 4, Issue supplement 1. April–May 2020. 2020.
6. US Preventive Task Force, Grossman D, Bibbins-Domingo K, et al. Screening for Obesity in Children and Adolescent: US Preventive Services Task Force Recommendation Statement. JAMA. 2017; 317:2417–2426.
7. Freedman et al. J Pediatr 2007;150:12–7;
8. Skelton et al. Pediatr Clin North Am 2011;58:1333–54; Fitch et al. Institute for Clinical Systems Improvement. Prevention and management of obesity for children and adolescents. Julho 2013.; Kumar, Kelly. Mayo Clin Proc 2017;92:251–65; Xia, Grant. Ann N Y Acad Sci 2013;1281:178–90

Fonte: Assessoria de Imprensa

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