A maior dor da artrite reumatoide

É a dor do preconceito, porque o analgésico não alivia!

Se para nós que vivemos as diferenças é difícil, imagina para as pessoas que convivem com a gente todos os dias? A Artrite Reumatoide nem sempre nos torna diferentes aparentemente, a AR não tem cara, é uma doença que não tem aspectos de “doente”, não ficamos descorados, não temos marquinhas e nem temos jeitinho de AR, às vezes temos rostinhos de bolachas por conta das altas doses de corticoide, mas cara de AR ninguém tem!

Por não termos cara de AR, as diferenças em nós são quase sempre “invisíveis”. É nesse momento que passamos a viver as diferenças, como nas filas preferenciais quando as pessoas não querem nos dar lugar porque não estamos na cadeira de rodas ou porque não carregamos uma barriga de gravidez.

Em casa no convívio do dia a dia, deixamos de fazer atividades simples como varrer a casa, lavar o quintal, brincar com as crianças e fazer uma super faxina e as pessoas têm dificuldade de entender que deixamos de fazer porque a dor nos impede e não porque a “preguiça nos impede”. Infelizmente, esses aspectos psicológicos são muito pesados pra nós. Não entenderem que estamos diferentes porque vivemos uma vida cheia de dor física, nos traz a dor social. A dor social, é a pior das dores da AR, porque o analgésico não alivia!

O caminho para diminuir as diferenças é explicá-las. Por isso, é sempre bom levar ao médico alguém próximo para ouvir dele que aquilo que sentimos é da doença e não da “cabeça da gente”. Quando nos fazemos entender, as pessoas tendem a melhorar suas atitudes e o mundo vai se tornando menos desigual para todos. Aliás, é horrível ouvir repetidas vezes pela manhã: “O que você tem hoje?”… Evidente que todos os dias temos a mesma coisa: AR!

Artigo originalmente posta em Artrite Reumatoide

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