Depoimentos

A dor não foi uma escolha, mas suporta-la e seguir sim!

Aos 19 anos eu era uma menina cheia de vida e objetivos. Tive uma dor na sola do pé que a princípio achei que era por causa do uso de salto auto, passei no ortopedista que disse que não passa de uma luxação, engessei a perna direita, que inchou e quase perdi a perna, ficou preta, as dores subiram para joelhos e punhos.

Depois de chegar até as clínicas, me encaminharam para o reumatologista, onde fui diagnosticada com AR, dai em diante minha vida mudou… comecei tomando vários remédios associados a corticoide, engordei muito, muito mesmo e as dores persistiam.

Eu estava com 21 anos, resolvi largar o tratamento e continuar minha vida, emagreci, voltei pra faculdade, tive crises horríveis, mas resolvi seguir.

Aos 24 anos entrei numa crise que fiquei internada, não penteava o cabelo, não conseguia escovar os dentes e tive que voltar o tratamento, engordei novamente… mai já estava começando a aceitar minhas limitações.

Não era a mesma, vivia em médicos tentando achar algo que aliviasse minha dor… aos 28 casei e inicie o primeiro biologico (Humira), que em seis meses de tratamento não resolvia nada, então descobri que além da AR tinha também fibromialgia.

Já desistindo de viver com tanta dor, fui ao reumato e uma outra médica me vendo na cadeira de rodas pediu pro meu médico associar (Humira e Arava). E em uma semana eu estava comendo de garfo e faca, só isso já fez com que tudo passasse, saber a felicidade que é, coisas pequenas e simples se tornam importantes

Engravidei com 31 anos, tive que parar a medicação e a doença voltou a agravar. Mas meu filho é perfeito e cheio de saúde, hoje estou tomando tocilizumabe, mas esses 21 anos de doença me fez entender e aceitar que vou ter dias bons e dias ruins, mas que tenho que arranjar forças todos os dias pra não desistir.

Nunca parem de fazer o tratamento, somos mais forte do que a doença!!

Meu nome é Kelly Máximo, tenho 41 anos, convivo com a artrite reumatoide há 21 anos e moro no Guarujá – SP.

“Dor Compartilhada é Dor Diminuída”, entenda que ao escrever praticamos uma autoterapia e sua história pode ajudar alguém a viver melhor com a doença!

É simples, preencha o formulário no link http://ow.ly/gGra50nFGJp

Doe a sua história!

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