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Artrite prejudica vida profissional e vida sexual

Cerca de 40% das mulheres que sofrem de artrite reumatoide não mantêm vida sexual, e entre os 60% das que são ativas, 40% estão insatisfeitas na cama. A conclusão é de um estudo realizado em Bogotá pelo Centro de Atención Integral en Artritis Reumatoide e apresentado ontem no Congresso da Liga Pan-Americana de Associações de Reumatologia (Panlar), na Cidade do Panamá. Entre os homens, embora a doença não costume levá-los a interromper a atividade sexual, o índice de insatisfação chega a 50,9%.

— A artrite reumatoide causa dor e abala o psicológico, provocando perda da autoestima e da confiança em si mesmo — afirmou o reumatologista Pedro Santos-Moreno, principal autor da pesquisa.

Como a doença prejudica os quadris, o sexo pode se tornar difícil para homens e mulheres por causa dos movimentos. O ideal é conversar com o reumatologista sobre o problema, para que ele recomende posições que facilitem o ato.

bvartrite

Empregabilidade

Outro trabalho científico apresentado no Panlar mostrou como a artrite reumatoide afeta o trabalho dos pacientes. Segundo o reumatologista Ricardo Xavier, do Hospital de Clínicas de Porto Alegre e coordenador do estudo, apenas 40% dos brasileiros que convivem com a doença estão empregados. O número coloca o Brasil abaixo na média latino-americana e mundial.

A degeneração óssea pode ocorrer

A artrite reumatoide se caracteriza pela inflamação da membrana que recobre as articulações. Ela engrossa e passa a corroer os ossos, causando dor, rigidez e deformidades que podem incapacitar o paciente. Em 30% dos casos, a doença é associada a fatores genéticos. O problema é três vezes mais frequente nas mulheres do que nos homens. A faixa etária mais atingida é a dos 25 a 55 anos.

O objetivo do tratamento é levar a artrite à remissão (fim dos sintomas). Primeiro, são usados remédios orais. Se eles não derem resultado, medicamentos biológicos, produzidos a partir de células vivas, são boas opções.

Fonte: Extra Globo

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