“Artrite Reumatoide no Brasil: acesso ao tratamento, cuidado em saúde e resultados sobre a dor na perspectiva dos pacientes.”
Esta pesquisa nasceu da minha história de 20 anos convivendo com a artrite reumatoide e reúne minhas trajetórias como paciente, profissional da saúde (enfermagem), comunicadora, ativista e pesquisadora.
O estudo reuniu 2.011 pessoas com diagnóstico autorreferido de doenças reumáticas, das quais 90,5% declararam ter artrite reumatoide, e revelou que, apesar dos avanços no acesso aos medicamentos, a dor intensa, as limitações físicas e as dificuldades de acesso ao cuidado farmacêutico e multiprofissional ainda fazem parte da realidade de muitos pacientes.
Os resultados demonstraram um perfil de grande vulnerabilidade:
- 94,4% dos participantes eram mulheres;
- 74,4% tinham entre 30 e 59 anos, faixa etária marcada pela vida profissional e produtiva;
- 75,9% possuíam renda familiar de até quatro salários mínimos;
- 56,7% tinham o SUS como principal via de acesso ao tratamento;
- 69,3% recebiam medicamentos pelo Componente Especializado da Assistência Farmacêutica.
Os dados confirmam a importância das políticas públicas de acesso aos medicamentos. Entretanto, também revelaram necessidades de saúde que ainda não estão sendo adequadamente atendidas.
Cerca de 69% dos participantes relataram dor intensa, com escore igual ou superior a sete. A dor afetava a vida social de 85,9% das pessoas e as atividades profissionais de 70,7% dos participantes.
Aproximadamente dois terços da amostra conviviam com limitações físicas e redução da mobilidade. Além disso, foram identificados:
- uso de medicamentos para dor por 91% dos participantes;
- consumo diário de analgésicos por 45,7%;
- automedicação por 49%;
- baixa participação do farmacêutico na orientação clínica;
- acesso limitado à fisioterapia, terapia ocupacional e outras formas de cuidado multiprofissional.
Esses resultados mostram que, apesar dos avanços no acesso aos medicamentos, a dor e as limitações continuam profundamente presentes na vida das pessoas com artrite reumatoide.
A principal mensagem é clara: garantir o medicamento é fundamental, mas não é suficiente. Precisamos de um cuidado integral, humanizado e capaz de promover autonomia, funcionalidade e qualidade de vida.
📅 28 de julho de 2026
🕑 14 horas
💻 Microsoft Teams
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Banca examinadora:
Prof. Dr. Rafael Santos Santana — orientador
Profa. Dra. Noemia Urruth Leão Tavares — coorientadora
Profa. Dra. Silvana Nair Leite — membro da banca
Prof. Dr. Ivan Ricardo Zimmermann — membro da banca
Profa. Dra. Maria Christina dos Santos Verdam — membro da banca
Será uma alegria compartilhar esse momento com vocês! 💜
Priscila Torres
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