“Todos os dias eu tinha esperança que aquilo tudo era um pesadelo e que eu iria acordar a qualquer momento como se nada houvesse acontecido.”

Tudo começou quando eu tinha acabado de ser demitida do shopping onde eu trabalhava como operadora de estacionamento, depois de uma semana que tomei a vacina H1N1, acordei um belo dia com uma dor terrível no dedo polegar esquerdo, estava rígido e não conseguia movimenta-lo, ignorei essa dor por achar que tinha apenas dormido por cima da mão e ter ficado assim. Passando-se 2 dias acordei com o lado esquerdo do corpo totalmente rígido e dolorido, mal conseguia respirar sem sentir dor, fui até uma UPA e me receitaram relaxantes musculares pois achavam que eram dores devido ao colchão ou coisa parecida. Mas as dores foram aumentando e tomando conta do meu corpo todo, minhas articulações estavam super inchadas e quase roxas, foi então que fui ao clinico geral e realizei exames onde foi constatada a artrite reumatoide na minha vida. Minhas articulações pareciam em chamas, muita dor, febre, rigidez matinal.

 O preconceito era algo muito presente no começo, cheguei a ouvir que eu estava querendo imitar uma tia minha até na doença só porque nos damos bem e ela também tem artrite.

Eu sofri muito com os corticoides, ganhei peso, estrias, um rosto inchado que eu desconhecia no espelho, tive de fazer acompanhamento psicológico por isso. Tive problemas com o MTX também, me deu feridas no útero.

Não imaginei que era tão horrível assim, pois minha tia nunca deixou transparecer suas dores, então achei no começo que a dor ia parar e eu ia ficar bem. Mas não foi o que aconteceu, todos os dias eu tinha esperança que aquilo tudo era um pesadelo e que eu iria acordar a qualquer momento como se nada houvesse acontecido.

Aprendi que para ter mais qualidade de vida é preciso não parar nunca, senão a AR para você. Estar sempre bem informado sobre medicamentos novos e tratamentos que possam ajudar no dia a dia.

Acredito que falta o governo investir mais em terapias como hidroterapia, pilates, alongamento tudo voltado para pacientes reumáticos.

Mas contudo devemos “Lutar sempre, Desistir jamais!”

Meu nome é Dayane Ferreira, tenho 27 anos e moro em Florianópolis – SC.

Jornalista
Jornalista, motivada pelo diagnóstico de artrite reumatoide aos 26 anos, “Patient Advocacy”, Arthritis Consumer, presidente do Grupo EncontrAR, vice-presidente do Grupar-RP, idealizadora dos Blogueiros da Saúde, eterna mobilizadora social em prol da qualidade de vida das pessoas com doenças crônicas no Brasil.
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Jornalista Grupar EncontrAR
Jornalista, motivada pelo diagnóstico de artrite reumatoide aos 26 anos, “Patient Advocacy”, Arthritis Consumer, presidente do Grupo EncontrAR, vice-presidente do Grupar-RP, idealizadora dos Blogueiros da Saúde, eterna mobilizadora social em prol da qualidade de vida das pessoas com doenças crônicas no Brasil.
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