Sintomas de doenças crônicas podem ser confundidos com sinais de envelhecimento

É importante conscientizar a população sobre a importância do diagnóstico precoce de doenças relacionadas ao aparelho respiratório, cujos sintomas podem ser confundidos com sinais comuns de envelhecimento. Tosse, chiado no peito, falta de energia, falta de ar e dificuldade para realizar atividades diárias também são indícios de Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC), denominação usada para classificar a bronquite crônica e o enfisema pulmonar. De acordo com a pesquisa nacional Panorama da Saúde Respiratória do Brasileiro,encomendada ao IBOPE Inteligência pela Boehringer Ingelheim do Brasil e realizada com 2.010 pessoas em 2015, 55% dos entrevistados dizem não saber nada a respeito da DPOC.

A DPOC é uma doença que atinge 7 milhões de pessoas no País e é a 5ª causa de morte no mundo; além da dificuldade de respirar, leva ao cansaço progressivo e constante, o que impossibilita uma série de atividades de rotina. “É comum que as pessoas atribuam a falta de ar, tosse frequente e aumento na produção de muco como sinais comuns do envelhecimento, mas podem ser indícios do desenvolvimento de DPOC“, comenta o Dr. Mauro Gomes, diretor da Comissão de Infecções Respiratórias da Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia. “Como se trata de uma doença que não tem cura, é recomendado que, com a persistência desses sintomas, o paciente procure a ajuda de especialistas o quanto antes, para que o diagnóstico seja realizado antes que a capacidade pulmonar seja comprometida e que tratamento seja iniciado imediatamente”, completa.

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Dentre os fatores de risco que contribuem para o desenvolvimento da DPOC estão o tabagismo e a exposição à diversos poluentes.Gilberto Pucca, portador de DPOC há 15 anos e presidente da Associação Brasileira de Pacientes Portadores de DPOC (ABP-DPOC), chama atenção para a importância da conscientização sobre o tema: “Auxiliamos centenas de pacientes e observamos que conforme a DPOC evolui, a função pulmonar piora, prejudicando a qualidade de vida do paciente. Trata-se de uma doença que limita a vida das pessoas, impedindo que elas possam aproveitar momentos de alegria com a família. Atividades simples como pegar os netos no colo se tornam extremamente difíceis e queremos aproveitar o Dia dos Avós para conscientizar as pessoas a não negligenciarem os primeiros sintomas quando eles surgirem. ”, pontua.

Impacto Econômico

O diagnóstico precoce é fundamental para o tratamento adequado da DPOC, doença responsável por 40 mil mortes anuais no Brasil. Na última década, a média de gastos com internações por DPOC no país chegou a R$ 100 milhões de reais, o dobro investido nos anos 90 – o que indica a crescente incidência da doença e preocupação com essa questão de saúde pública.

Sobre a DPOC

A OMS projeta que em 2030 a DPOC será a terceira causa de morte no mundo. A DPOC atinge 210 milhões de pessoas no mundo. Apesar disso, um em cada dois brasileiros nunca ouviu falar da Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC), enfermidade que atinge 7 milhões de pessoas no país e é a 5ª causa de morte no mundo. Causada principalmente pelo tabagismo, a DPOC leva à dificuldade de respirar e ao cansaço progressivo e constante, impossibilitando uma série de atividades de rotina. Todos os anos, a DPOC leva a óbito cerca de 40 mil brasileiros, o equivalente a quatro pacientes por hora, segundo dados do Ministério da Saúde. A doença custa aos cofres públicos aproximadamente R$ 100 milhões por ano.

Segundo o Gold – Iniciativa Global para Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica – um programa mundial que atua com objetivo de sistematizar, padronizar e orientar o diagnóstico e tratamento da DPOC, existem cinco perguntas básicas que ajudam o profissional de saúde a identificar pacientes que podem ter a doença, e que podem estar confundindo os sinais como parte do processo de envelhecimento:

  • Possui mais de 40 anos
  • Fumante ou ex-fumante
  • Tosse frequente
  • Expectoração ou “catarro” constante
  • Cansaço ou dificuldade para respirar, como subir escadas ou caminhar

Sobre a pesquisa PANORAMA DA SAÚDE RESPIRATÓRIA DO BRASILEIRO

Para entender melhor o panorama da saúde respiratória do brasileiro, a Boehringer Ingelheim do Brasil encomendou ao IBOPE Inteligência a coleta de dados de uma pesquisa nacional com pessoas de diferentes classes, gêneros e localidades. O principal objetivo é realizar um levantamento sobre o quanto a população conhece as doenças respiratórias, suas percepções sobre sintomas, tratamentos e impacto nas atividades de rotina, além de saber mais sobre o comportamento de quem afirmou apresentar alguma(s) dessas doenças. A pesquisa, feita com 2.010 pessoas entre maio e junho de 2015, demonstra que 44% dos entrevistados apresentam sintomas respiratórios (tosse, falta de ar, chiado no peito, coriza) que, geralmente, são percebidos como manifestações de doenças como Fibrose Pulmonar Idiopática, asma, bronquite e DPOC (doença pulmonar obstrutiva crônica).

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Social media manager, digital influencer, blogueira, youtuber e redatora, ativista em saúde motivada pelo diagnóstico de artrite reumatoide há 7 anos, patient advocacy, mobilizadora social em prol da qualidade de vida das pessoas com doenças crônicas no Brasil.
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