O lado mau das sementes que você ainda não deve conhecer

São pequenas, discretas e compostas por enormes propriedades antioxidantes, minerais e têm um alto teor em fibras. E são uma moda que não passa, e ainda bem. Sejam de chia, girassol, linhaça, sésamo, cânhamo ou abóbora, as sementes são um dos principais ingredientes para quem segue uma alimentação saudável. Porém, quando consumidas em excesso, podem não ser assim tão positivas.

As sementes de chia, por exemplo, são associadas à perda de peso, as de abóbora fornecem poucas calorias e a linhaça melhora o funcionamento intestinal. Contudo, “existe um lado menos discutido, que são os problemas que elas podem trazer à saúde, principalmente quando consumidas em excesso”, explica à NiT a nutricionista Filipa Morgado.

Existe uma contra indicação comum a todas as sementes: são bastante calóricas e, por isso, o seu consumo deve ser limitado a 15 gramas diárias. No caso de dietas mais restritas, em que a carne é substituída pelas sementes, o consumo deve ser de 160 gramas.

Além disso, as sementes são desaconselhadas a pessoas com doenças inflamatórias no intestino, como colite ulcerosa ou Doença de Crohn. Em pessoas totalmente saudáveis, durante os primeiros dias de consumo, e até o organismo se habituar, “podem causar flatulência e desconforto abdominal”.

Segundo a nutricionista, as sementes de girassol, chia e linhaça são as mais estudadas até ao momento.

Se pretende perder peso, o melhor é tirar as sementes de girassol da sua próxima lista de compras, já que cada 100 gramas contêm 520 calorias. O lado mau deste tipo de sementes também se deve à elevada quantidade de cádmio na sua composição, que “pode conduzir à intoxicação do organismo, caso o consumo seja elevado”.

De acordo com Filipa Morgado, existem indícios de que o consumo de sementes de linhaça e dos seus produtos (óleos ou farinhas) em excesso durante a gravidez pode afetar o desenvolvimento do feto, no que diz respeito ao sistema reprodutor.

Esta semente ainda pode provocar reações alérgicas e intervir no processo de absorção dos nutrientes, ou seja, não deve ser consumida à mesma hora da toma de medicamentos. Se não se hidrata de forma regular durante o dia, também é possível que a linhaça seja a principal culpada da obstipação que pode estar a sentir.

No caso das sementes de chia, uma pessoa que sofra de doenças deve ter mais atenção ao seu consumo. Por exemplo, se sofrer de hipertensão ou hipotensão e está a ser medicado, estas sementes não são aconselháveis, uma vez que possuem propriedades hipotensoras.

Um dos principais benefícios desta semente é a capacidade de diminuir o nível de açúcar no sangue. Porém, “no caso de pessoas diabéticas medicadas com hipoglicemiantes, o seu consumo pode provocar no organismo o mesmo efeito que a medicação, podendo levar a hipoglicémias”, diz a nutricionista.

Mas há mais: se for medicado com anticoagulantes, deve apenas consumi-las depois de consultar um médico, visto que “elas têm por si só propriedades anticoagulantes devido ao seu alto teor em ómega 3”.

E atenção: as sementes de chia devem ser sempre consumidas hidratadas. Como absorvem uma grande quantidade de água, podem causar uma obstrução grave. É necessário adaptar o consumo destas sementes ao tipo de alimentação diária e aos problemas de saúde que se tem.

Fonte: Nit

Jornalista
Jornalista, motivada pelo diagnóstico de artrite reumatoide aos 26 anos, “Patient Advocacy”, Arthritis Consumer, presidente do Grupo EncontrAR, vice-presidente do Grupar-RP, idealizadora dos Blogueiros da Saúde, eterna mobilizadora social em prol da qualidade de vida das pessoas com doenças crônicas no Brasil.
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Jornalista Grupar EncontrAR
Jornalista, motivada pelo diagnóstico de artrite reumatoide aos 26 anos, “Patient Advocacy”, Arthritis Consumer, presidente do Grupo EncontrAR, vice-presidente do Grupar-RP, idealizadora dos Blogueiros da Saúde, eterna mobilizadora social em prol da qualidade de vida das pessoas com doenças crônicas no Brasil.
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