Ninguém disse que seria fácil, mas também ninguém me disse que seria tão difícil

Aos 29 anos senti uma dor muito forte em meus pés, passei por vários ortopedistas que não conseguiram perceber que se tratava de uma doença reumática. Um amigo médico ouvindo a minhas queixas me recomendou consultar com um reumatologista. Para mim o diagnóstico foi rápido, e a doença e na mesma rapidez teve sua evolução. As dores cada vez mais intensas e fortes, com as dores e o diagnóstico ocorreu uma notícia inesperada: eu estava grávida! sim, grávida, eu que já tinha uma filha de 10 anos, seria mãe novamente.

E como suportar as dores sem medicação, sem tratamento, pois alguns medicamentos não são indicados para gestantes. Passei amargos dias, mas a gravidez e seus hormônios me ajudaram a suportar, quando meu filho nasceu eu tive uma melhora quase que instantânea, que durou exatos 5 meses. A pior fase da minha vida, não conseguia segurar meu filho em meus braços.

Hoje após 6 anos entre diagnóstico, tratamento, chás, terapias todos frustrados pois nunca tive remissão da doença, busco força diariamente em meus filhos que são a razão da minha luta. Há dias ruins e outros piores ainda, pois o portador de AR está fadado a uma vida de dor, mas temos uma opção, a de lutar todos os dias.

As vezes, não consigo pentear os cabelos, as vezes não consigo cortar a carne que está em meu prato, as vezes não consigo dormir tamanha a minha dor. Eu busco nos olhos dos meus filhos a força, eu escolhi não afundar. Ninguém disse que seria fácil, mas também ninguém me disse que seria tão difícil. Mas até aqui Deus e minha família tem me ajudado.

Me chamo Fernanda Simplício, tenho 35 anos, convivo com artrite reumatoide há 6 anos, sou coordenadora administrativa, moro em Poá – SP.

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