Fernanda de Maio Gdikian

Fui diagnosticada com artrite reumatoide há treze anos quando tinha 40 anos de idade. Morava na época na cidade de Campinas. Hoje moro em São Paulo com meu marido e minhas três filhas. Estávamos passando por um período difícil, e talvez por conta de um estresse tremendo, a doença se desencadeou. Começou com muito inchaço no joelho esquerdo, do nada, a  perna, na região da “canela” estava também inchada, muito vermelha, com febre local, não sabia o que era, achei até que pudesse ser erisipela. As dores ficavam intensas a cada dia, passava pomada anti-inflamatória, na esperança que melhorasse esses sintomas de dor e inchaço, mas só piorava, na ocasião estava sem convênio médico e foi difícil conseguir uma consulta no hospital universitário. Uns diziam que era problema no menisco, pois fizeram duas punções  no joelho e estava bem inflamado! Graças a uma médica da PUC, ortopedista ortomolecular, que cogitou que poderia ser doença uma doença reumática, e o diagnóstico foi confirmado, através de exames de sangue. As dores estavam insuportáveis e até eu iniciar com a medicação certa outras articulações já estavam afetadas, como tornozelos e ombros. O tratamento inicial foi com cortisona, sulfato de cloroquina e metotrexato. Houve considerável melhora e a doença ficou quieta até 2009, quando novamente eu tive outra crise, dessa vez foi muito mais agressiva! Já morava aqui em São Paulo e outra médica acompanhou o meu tratamento. Sofri muito dessa vez, tive muitas dores e as doses de corticoides e MTX aumentaram e tomava também cloroquina ou plaquinol, tomei deflazacorte por 3 anos, pois as dores estavam sempre presentes. Por consequência disso, desenvolvi uma catarata precoce nos dois olhos. Tive que operar com 52 anos de idade! A medicação foi mudada e hoje tomo apenas o Arava. Não tenho dores e tenho muito mais agilidade do que antes. Graças a Deus, não tenho nenhuma deformidade nas mãos, apesar de estar com princípio de artrose. Foi acrescentado no meu tratamento uma medicação nova Ostio-Biflex (glucosamina e condroitina). Acho que está me fazendo bem, pois estou mais ágil e com muita mais vontade de fazer exercícios, pois sei que só vai me trazer benefícios e espero assim que eu não tenha mais nenhuma crise.

 

Abraços e sorte a todos!

Depoimento12

Fernanda de Maio Gdikian tem artrite reumatoide e hipertensão arterial, tem 53 anos, seu diagnóstico foi a 13 anos quando tinha 40 anos, é casada, atualmente não está trabalhando e teve filho(a, os, as) antes do diagnóstico.

Jornalista

Jornalista, motivada pelo diagnóstico de artrite reumatoide aos 26 anos, “Patient Advocacy”, Arthritis Consumer, presidente do Grupo EncontrAR, vice-presidente do Grupar-RP, idealizadora dos Blogueiros da Saúde, eterna mobilizadora social em prol da qualidade de vida das pessoas com doenças crônicas no Brasil.

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Jornalista Grupar EncontrAR

Jornalista, motivada pelo diagnóstico de artrite reumatoide aos 26 anos, “Patient Advocacy”, Arthritis Consumer, presidente do Grupo EncontrAR, vice-presidente do Grupar-RP, idealizadora dos Blogueiros da Saúde, eterna mobilizadora social em prol da qualidade de vida das pessoas com doenças crônicas no Brasil.

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