É muito difícil ser jovem e me aceitar em um corpo velho

Morei com a minha mãe na cidade de Almenara- MG, e desde pequeno meus pais eram divorciados e sendo filho único, e no dia 11/02/2009 decidi ir para Ipatinga- MG para participar de uma entrevista de emprego em uma empresa, e durante esse período de estadia na cidade, sempre segui em frente apesar das constantes crises de convulsões que tive desde criança até a fase adulta, porém tive contratempos ainda maiores com um problema conhecido por “esporão” e os meus dedos dos pés que começaram a inchar sem explicação, minha coluna e meu peito constantemente estavam inflamados, e por força e razões maiores acabei indo para a cidade de Belo Horizonte – MG, segui o meu destino indo em médicos e fui sobrevivendo com anti-inflamatórios em geral e continuei os meus estudos e cursos profissionalizantes e o técnico apesar das dores e problemas de saúde, mas era notável a minha indisposição e articulações inchadas, e durante o período de outubro de 2010, em um momento em que estava quase formando como Técnico em Administração houveram maiores agravantes com grandes sintomas de inchaços nas articulações, febre reumáticas, e além da uveíte no meu olho esquerdo diagnosticado pelo oftalmologista.

Fui internado no hospital do estado por volta de 40 dias, e lá realizavam constantemente diversos tipos de exames, como colângio ressonância, ressonância magnética, endoscopia, colonoscopia, entre outros exames e fui perdendo muitos quilos chegando a pesar 52 kg. Com 19 anos e com grande febre reumática só fui liberado apenas para participar da formatura de dezembro de 2010, e mesmo com todas as dores participei da minha colação de grau e como se isso já não bastasse com todo esse sofrimento da espondilite anquilosante no hospital, tive crises incontroláveis de convulsões durante a minha formatura.

Durante essa batalha, tive a minha mãe que caminhou comigo lado a lado e massageava a minha coluna, e durante diversas madrugadas em claro tanto em casa como no hospital, e além disso tive que passar pela hidroterapia e mesmo sem condições financeiras, e constantemente quando ainda não tínhamos o diagnostico, consultávamos desnorteadamente com diversos ortopedistas e reumatologistas antes de sabermos afundo qual era a causa e os problemas que na verdade estavam acontecendo, até chegar em uma grande reumatologista indicada por um amigo e através desse período internado no hospital, diagnosticou-me com o HLAB-27 e por fim me indicou um medicamento de alto custo chamado de Adalimumabe.

Após dois anos de sofrimento, fui diagnosticado como positivo a espondilite anquilosante na minha vida. Durante esses momentos de agravantes na minha vida, tomei diversos medicamentos como metrotexato, prednisona, nimesulida e diversos medicamentos a base de corticoide, além do que já tomo devido ao sintomas da convulsão, e nos momentos de crises reumáticas cheguei a tomar até a morfina para diminuição das dores. Comecei a ter quadros de melhoras e com o tempo levei uma vida “normal” após o uso contínuo do medicamento Adalimumabe, com muito esforço, prossegui a minha vida e cheguei a trabalhar com meu pai no Aeroporto de Confins durante um período.

Após esse período, perdi a minha mãe que lutou até o ultimo momento ao meu lado, me apoiando nos meus sonhos. Muitos familiares afastaram por não conhecer mais afundo a doença e as minhas fraquezas musculares e me isolei muito durante os meus períodos de dificuldade. Hoje moro sozinho, tenho 27 anos e o que mais me dificulta é a indisposição, sonolência e a fraqueza muscular mas sigo a minha vida que por sina nada fácil, muito difícil para um jovem aceitar um corpo de velho devido a esses agravantes, e mesmo com a perda dessa grande pessoa (Mãe) que sempre me apoiou nos momentos difíceis, estou me formando em Serviço Social e seguindo em frente convivendo com as minhas dores.
Hoje digo a todos que querem diagnosticar cedo a doença, procurem reumatologistas de qualidade e se notarem dores sem explicações dores em geral como o esporão e a uveíte logo cedo, procurem um reumatologista pois pode ser o início da doença. Agradeço a oportunidade de relatar um pouco da minha vida, e torço para que a medicina evolua sempre e os meus amigos espondilíticos aprendam a conviver com a doença da melhor maneira possível.

Me chamo Felipe Sacchetto, tenho 27 anos, convivo com a espondilite anquilosante há 9 anos, moro em Belo Horizonte – MG.

Dor Compartilhada é Dor Diminuída“, conte a sua história e entenda que ao escrever praticamos uma autoterapia e sua história pode ajudar alguém a viver melhor com a doença!

“Conte a sua História”

www.artritereumatoide.blog.br/conte-a-sua-historia/
Doe a sua história!

 

Anúncios

Comentário

comentários

Olá, deixe um comentário!