Descobri que não tinha que me acostumar com a dor

A doença se manifestou em mim repentinamente, como gosto muito de trabalhos manuais havia feito um trabalho de pátina nos meus móveis e meu punho começou com um incomodo, não dei muita vasão por achar que foi excesso de movimentos repetitivos, mas aquilo foi aumentando e procurei um ortopedista, tirei radiografias ele disse que não havia nada errado mas como já estava com muita dor me receitou um medicamento, ele me ajudou tirando a  dor mas passado o efeito senti uma dor horrorosa que inchou toda a minha mão e passou também para a outra,  tudo isto de um dia para o outro ate chegar ao ponto de não conseguir movimentar as mãos. Assim fui a um clinico, ele me pediu exames e através deles mostrou alem de algumas alterações, meus leucócitos ficaram muito baixos, este medico me mandou procurar um hematologista urgente e me deu o diagnostico de 5 possíveis doenças no qual ele acertou em cheio, mas mandou procurar um especialista e ai entrei em panico a dor foi para todas as minhas articulações me senti quase invalida.

Então comecei uma verdadeira maratona atras de reumatologistas, neste período já não estava sentindo tanta dor, mas meus exames se mostravam com bastante alterações, outras vezes sentia fortes dores inchaço, mas os exames não estavam tão ruins, por isto o medico me indicou para outro que não quis me atender, passando então para outro. Quando consegui um que me acompanhava a mais de 2 anos ele faleceu. Então me senti totalmente perdida, com períodos um pouco melhores, outras vezes pior, mudei muito, pedi demissao do emprego que adorava onde trabalhei como orientadora do Vigilantes do Peso por 12 anos, pois os efeitos da cortizona já estavam evidentes e me sentia também muito deprimida com a mudança no corpo, nos hábitos e as dores horríveis que me levaram a meses de insonia e grande preocupação dos meus familiares. Assim fiquei com medico da minha cidade mesmo que continuou com a mesma medicação, ela me ajudou muito porque era um ser humano de primeira qualidade e me dava um apoio muito grande. Arrumei outro emprego onde atualmente trabalho, mas tive dias que não  conseguia levantar da cama, mas como também é uma área que gosto o serviço me ajudou bastante também a não desistir de mim mesma. Este medico também faleceu, ate que um casualmente através de uma amiga querida me indicou uma medica que passou atender em minha cidade.

Depois de uma longa conversa me deparei novamente com uma pessoa especial que me deu esperança que eu não iria continuar daquela forma, me deu uma lista de remédios que a hora que vi desanimei mas como sou lutadora resolvi tentar de novo e depois de algumas mudanças de remédio com novos exames comecei a perceber que estava dando certo e que não tinha que acostumar com a dor, tinha meios de resolve-la. La ia eu todo mês para consulta por longo período e melhorando cada vez mais, ate que parei com os corticoides, depois com os remédios diários para dor, passei por muita coisa que seria impossível de tudo narrar. Hoje tomo meus remédios regulares, obedeço as orientações e estou super bem só não posso abusar em serviços de casa pesados, mas estou ótima mesmo tendo o lúpus.

Me chamo Maria de Lourdes Barbosa Souza, tenho 58 anos, convivo com o lúpus há 15 anos, moro na cidade de Pedro Leopoldo – MG.

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Jornalista
Jornalista, motivada pelo diagnóstico de artrite reumatoide aos 26 anos, “Patient Advocacy”, Arthritis Consumer, presidente do Grupo EncontrAR, vice-presidente do Grupar-RP, idealizadora dos Blogueiros da Saúde, eterna mobilizadora social em prol da qualidade de vida das pessoas com doenças crônicas no Brasil.
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