Cada dia que passa é uma vitória

Em 2013 comecei a sentir fortes dores nas mãos de madrugada. Fui num pronto atendimento e disseram que eu tinha síndrome do túnel do carpo. Após uma semana, retornei ao mesmo PA com dores insuportáveis, principalmente a noite, e disseram que estava com outra síndrome, pediram exames e nada foi constatado. Semanas depois, comecei a sentir dores muito forte nos pés, joelhos, e ombros, sempre dos dois lados. Foi quando me indicaram um reumatologista que me pediu os exames certos e por fim veio o diagnóstico de Artrite Reumatoide.
Como sempre fui muito ativa, a noticia veio como uma bomba na minha vida. Não conseguia imaginar uma melhora, de tanta dor que sentia. Sabia pouco sobre a doença e tinha muito medo de ficar deformada.  A insensibilidade desse primeiro medico me fez procurar ajuda com outro Reumatologista, e aí sim iniciei meu tratamento. Iniciei com plaquinol, que não deu certo. Fui para o MTX, 5 comprimidos duas vezes por semana mais prednisona + anti-inflamatórios. Os efeitos colaterais surgiram com tudo, porem decidi que não ia viver daquele jeito. Fui para um Centro de Vida Saudável em São Paulo (CEVISA) onde fiz por uma semana um tratamento natural, alem de toda a medicação que nunca deixei de tomar, e sai de lá determinada a melhorar minha qualidade de vida.
Iniciei natação, academia, e participei de corridas de rua. Tive uma melhora significativa, obvio que com crises frequentes, porem sempre tentando dar o meu melhor tanto na alimentação, como na atividade física.  Esse ultimo ano foi muito difícil, pois as crises não deram pausa. Tive que ir para o hospital, onde até morfina teve que ser administrado de tanta dor.  Acrescentei leflunomida no meu tratamento que também não deu resultado. Iniciaria o tratamento biológico agora em 2017, porem decidi que para ter menos risco para minha saúde no futuro, tentaria engravidar esse ano.
Então estou sem medicamentos, apenas corticoide e suportando com fisioterapia e analgésicos. Pelo fato de ter uma probabilidade de melhora das dores na gestação, estou confiante que aguentarei esse período. Tenho dores há três anos, não é fácil você conviver com isso. Só quem tem sabe como é, mas não podemos nos entregar. Trabalho com dificuldade, faço tudo com dificuldade, porem a cada dia que passa e que eu consegui trabalhar e fazer minha atividade física, é uma vitoria, e esse gostinho é muito bom!
Se terá cura a artrite eu não sei, mas sei que não vou parar minha vida por causa da doença!  As pessoas não entendem a doença, muitas acham frescura, ou não sabem da gravidade, mas graças a Deus tenho uma família muito unida e amigos queridos que me apoiam. Faça o seu melhor e dê o seu melhor. O principal é não se entregar! Vá no seu limite, que isso fará toda a diferença.
Me chamo Nicole  Bitencourt Porto, Tenho 33 anos, tenho AR há 4 anos, sou nutricionista, moro em Caxias do Sul – RS.

Dor Compartilhada é Dor Diminuída“, conte a sua históriae entenda que ao escrever praticamos uma autoterapia e sua história pode ajudar alguém a viver melhor com a doença!

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Jornalista

Jornalista, motivada pelo diagnóstico de artrite reumatoide aos 26 anos, “Patient Advocacy”, Arthritis Consumer, presidente do Grupo EncontrAR, vice-presidente do Grupar-RP, idealizadora dos Blogueiros da Saúde, eterna mobilizadora social em prol da qualidade de vida das pessoas com doenças crônicas no Brasil.

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Jornalista Grupar EncontrAR

Jornalista, motivada pelo diagnóstico de artrite reumatoide aos 26 anos, “Patient Advocacy”, Arthritis Consumer, presidente do Grupo EncontrAR, vice-presidente do Grupar-RP, idealizadora dos Blogueiros da Saúde, eterna mobilizadora social em prol da qualidade de vida das pessoas com doenças crônicas no Brasil.

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Comentário

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3 Comentários

  1. Lendo o relato da Nicole, vejo que o caso dela é bem profundo de AR. Eu tenho 66 anos e tenho, não sei exatamente se é AR mas, como minha mãe e alguns dos meus irmãos, temos algumas deformações leves nas articulações dos dedos (não todos) das mãos. Às vezes, dói muito. Eu gostaria de saber se tem algum estudo relacionado com a ingestão de leite de vaca.

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