A Síndrome da Fadiga Crônica

Vivemos uma época de tanto desassossego, correria e extremo desequilíbrio físico e mental.
Uma das frases que mais se ouve é: “Estou cansado!”. E, em muitos casos, carregadas de julgamento: “Cansado de que?”.
São duplas ou triplas jornadas, principalmente para as mulheres; trânsito caótico, violência, doenças e estresse que não acaba mais.
Parece que perdeu-se a capacidade de relaxar!
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Mas, e quando esse cansaço não pode ser explicado pela rotina extenuante? Quando se trata de uma patologia? O que sabemos sobre a Síndrome da Fadiga Crônica?
Neste caso, há uma fadiga profunda crônica (com mais de seis meses de duração) que não está relacionada com nenhuma outra doença. As pessoas afetadas (predominantemente mulheres) não sentem alívio com o repouso e reduzem de forma importante suas atividades.
Os critérios clássicos de diagnóstico, fora a fadiga, devem apresentar, pelo menos, quatro dos oito sintomas descritos abaixo e de maneira ininterrupta:

1. Dor nos músculos;
2. Dor nas articulações;
3. Dor de garganta;
4. Gânglios do pescoço inchados e sensíveis à palpação;
5. Transtornos de concentração e memória;
6. Dor de cabeça;
7. Mal-estar depois de exercício;
8. Sono não reparador.

Pode-se perceber que os sintomas são semelhantes aos da fibromialgia, visto que quatro dos oito critérios estão relacionados com a dor.
Alguns especialistas no assunto asseguram que a fibromialgia e a síndrome da fadiga crônica são claramente diferentes. Porém, quando se aplicam os critérios de classificação atuais, a maior parte das pessoas com fibromialgia preenchem os critérios de fadiga crônica e vice-versa.
No entanto, a diferença entre essas duas síndromes consta, essencialmente, na intensidade do sintoma principal. Ou seja, dor para fibromialgia ou fadiga extrema na outra síndrome (física e mental) que deixa o paciente prostrado por dias em decorrência de esforços menores.
Há, porém, um consenso entre as pessoas e, até mesmo pesquisadores do assunto, de que o nome síndrome da fadiga crônica banaliza o sofrimento.

A impressão que se tem é que esses pacientes são pessoas como qualquer outra, mas que só estão cansadas ou são preguiçosas. Não são poucos pacientes que se queixam da desconfiança e julgamento de amigos, familiares e empregadores. Por vezes, até de profissionais da saúde.

Fica aqui um alerta: Essa fadiga é incapacitante!!!
E os rótulos só pioram a situação, agravando o estado dessa pessoa que já está em sofrimento físico e emocional.

Fonte: Boa Informação

Jornalista
Jornalista, motivada pelo diagnóstico de artrite reumatoide aos 26 anos, “Patient Advocacy”, Arthritis Consumer, presidente do Grupo EncontrAR, vice-presidente do Grupar-RP, idealizadora dos Blogueiros da Saúde, eterna mobilizadora social em prol da qualidade de vida das pessoas com doenças crônicas no Brasil.
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Jornalista Grupar EncontrAR
Jornalista, motivada pelo diagnóstico de artrite reumatoide aos 26 anos, “Patient Advocacy”, Arthritis Consumer, presidente do Grupo EncontrAR, vice-presidente do Grupar-RP, idealizadora dos Blogueiros da Saúde, eterna mobilizadora social em prol da qualidade de vida das pessoas com doenças crônicas no Brasil.
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